Paulinho da Força deve explicações sobre confronto em SP; ouça Igor Gielow
da Folha Online
O deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (PDT), deve algumas explicações a população de São Paulo que assistiu as suas polícias entrarem em guerra. Sua posição de incitação ao movimento, que terminou com o confronto entre policiais civis e PMs na tarde desta quinta-feira em frente ao Palácio dos Bandeirantes, é inadmissível para alguém que foi eleito pelo povo. Veja vídeo.
As informações são de Igor Gielow, secretário de Redação da Sucursal de Brasília da Folha. Ouça outros podcasts com a participação do jornalista.
"Uma coisa é apoiar o movimento, que pode ou não ter reivindicações justas. Outra é estimular que polícias em greve, algo que na minha opinião é inconcebível por definição, façam um protesto em local que, sabe-se, haverá confronto", diz Gielow.
Segundo o jornalista, Paulinho pode até alegar que não mandou ninguém ir armado ao protesto. "Pode ser, mas vamos aos fatos. Toda greve é detida em frente ao Palácio dos Bandeirantes pela PM (Polícia Militar), isso é notório. Policiais civis andam armados, estando em greve ou não. Não é preciso ser então exatamente um gênio para deduzir."
Gielow afirma que não se refere à motivação eleitoral ou não, mas das responsabilidades de um representante eleito pelos cidadãos. "O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados poderia sair da sua tradicional letargia e chamar Paulinho para uma conversa", declara o jornalista.
Os policiais civis de São Paulo mantêm nesta sexta-feira a greve iniciada no dia 16 do mês passado. Ontem, ao menos ao menos 29 pessoas ficaram feridas no confronto.
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