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26/10/2008 - 16h00

Sérgio Cabral consegue emplacar um candidato no segundo turno no Rio; ouça

da Folha Online

No segundo turno, Fernando Gabeira (PV) se apresenta como um candidato ligado ao tema da transparência e da honestidade. No primeiro turno, ele foi o símbolo do voto útil contra Marcelo Crivella (PRB), rejeitado por grande parte da população no Rio. Nesse segundo momento, Gabeira tem o trunfo de não ter se envolvido em algum evento na política que possa desaboná-lo, como casos de corrupção.

As informações são do cientista político Fabiano Santos, professor do Iuperj (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro) e presidente da ABCP (Associação Brasileira de Ciência Política).

Fabiano Santos

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Segundo ele, um dos fatores que tornam a eleição no Rio interessante é que a candidatura de Eduardo Paes (PMDB) está vinculada ao governador Sérgio Cabral, que pela primeira vez consegue emplacar alguém no segundo turno com real possibilidade de vitória.

"Sendo assim, acho que o governador passa a ser um ator importante no cenário nacional, dentro do PMDB e na própria conjuntura de coalizão de apoio ao governo do presidente Lula, se ele [Paes] for bem sucedido no segundo", explica.

De acordo com o professor, Paes se atrela sistematicamente ao projeto político do governo de Sérgio Cabral (PMDB), que é o de aliar o centro às forças de esquerda. O candidato, contudo, tem um histórico recente de ser contraposto ao presidente Lula de uma forma muito radical.

"Isso tem criado problema de credibilidade ao candidato e é por isso que ele não consegue abrir uma boa margem de vitória, reproduzindo o que Sérgio Cabral fez em 2006 contra Denise Frossard (PPS)", analisa.

O cientista político diz que o ponto fraco de Paes é a questão de ser o candidato de uma seqüência política a qual a pouco tempo ele era opositor ferrenho. Já o lado negativo da candidatura de Gabeira, é que o verde ainda não apresentou o que pretende realizar na prefeitura, apenas se vincula a temas com os quais todo mundo concorda. "Isto, porém, não é suficiente para credenciar alguém à Prefeitura", avalia Fabiano Santos.

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