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03/11/2008 - 16h47

Fusão inicia reorganização do sistema financeiro; ouça Igor Gielow

da Folha Online

O anúncio da fusão do Itaú com o Unibanco, além de criar o maior banco do Brasil, deu largada à temporada de reorganização do sistema financeiro do país.

As informações são de Igor Gielow, secretário de Redação da Sucursal de Brasília da Folha. Ouça outros podcasts com a participação do jornalista.

Igor Gielow

Nos últimos anos, Bradesco e Itaú vinham ganhando espaço na competição interna. Segundo Gielow, a MP (medida provisória) que deu poder ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal para comprar controle de instituições financeiras deve gerar um movimento de competição mais agressivo no mercado.

"Fica claro, como já havia sido dito pelo presidente do Banco do Brasil [Antonio Francisco Lima Neto], que a MP antecipava esse movimento de fusões bancárias e visava favorecer os bancos públicos", declara.

Para o jornalista, o que resta agora é saber quem será, além dos bancos cuja venda já está na praça há algum tempo, o "próximo da fila".

Fusão

A Itaúsa --empresa de participações do grupo Itaú-- e o Unibanco anunciaram nesta segunda-feira que irão fundir suas operações financeiras. Em comunicado, as instituições informaram que a fusão é resultado de 15 meses de negociação e de "uma forte identidade de valores e visão convergente de futuro".

Para ser concretizada, a fusão ainda terá que ser aprovada pelo Banco Central e por órgãos reguladores como a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

O Unibanco e o Itaú informaram que "nada muda operacionalmente neste momento para os clientes e que todos continuarão a utilizar normalmente os diferentes canais de atendimento, cheques, cartões e demais produtos e serviços."

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