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05/11/2008 - 07h07

Onde você estava quando Obama foi eleito?; ouça Sérgio Dávila

da Folha Online

Em 40 anos, os seus filhos e netos vão perguntar onde você estava no dia 4 de novembro de 2008, às 22h de Chicago, quando o primeiro negro da história foi eleito para comandar os Estados Unidos.

O correspondente da Folha Sérgio Dávila estava na tenda de imprensa montada no Hyde Park, em Chicago, preparando sua reportagem quando a CNN projetou o triunfo de Barack Obama na Flórida, e com isso a vitória. Ouça outros podcasts sobre as eleições nos EUA.

Sérgio Dávila

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"Saí no meio da multidão e encontrei colegas brasileiros, portugueses e argentinos. Dei parabéns a eles e comecei a observar a multidão. Muitos se moviam de um lado a outro, num mambo improvisado, como se não soubessem o que fazer. Momentos históricos têm esses caprichos, não trazem som e fúria no momento em que historicamente acontecem", diz o jornalista.

Segundo ele, nesse momento, alguns dos negros presentes no local foram alvo dos repórteres, que acenderam as luzes de suas câmeras e ligaram seus equipamentos.

"Era como se a vitória fosse só deles, os eleitores negros do parque, não de todos os norte-americanos que votaram no candidato de sua preferência. Como se os jornalistas dissessem: 'É sua vez, pode falar o que sente'", declara Dávila.

Depois do discurso em que John McCain reconhecia a derrota, o jornalista conta ter visto outros repórteres com os olhos marejados. Muitos choravam abertamente. "Na volta à tenda da imprensa, passei pela senhora que confere as credenciais que podem ou não entrar. Negra, ela secava os olhos e dizia 'God is good' (Deus é bom)", relata Dávila.

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Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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