Plano de Obama para enfrentar crise não será positivo para Brasil; ouça
da Folha Online
Pessoas em todo o mundo manifestam entusiasmo sobre a vitória de Barack Obama como presidente dos Estados Unidos. Não resta dúvida de que a maioria dos brasileiros também gosta do nome de Obama. A ação econômica do democrata diante da crise financeira, entretanto, não deverá ser extremamente positiva para o Brasil.
As informações são Gilberto Sarfati, mestre em relações internacionais pela Universidade de Jerusalém, doutor em Relações Internacionais pela USP (Universidade de São Paulo) e professor do curso de relações internacionais na ESPM (Escola Superior de Propaganda em Marketing).
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"A essa altura, sem equipe econômica definida, não há como se aprofundar em como ficará as relações entre o Brasil e os Estados Unidos. Mas, tradicionalmente, os democratas tendem a ser mais protecionistas do que os republicanos", explica o professor.
Sarfati diz que perante o problema financeiro pelo qual o mundo está passando, a combinação de democratas com a crise mundial indica o recrudescimento das relações comerciais.
"Nós não podemos esperar que a Rodada Doha seja retomada. Podemos esperar que as políticas de subsídios sejam mantidas por parte dos EUA. É pouco provável que consigamos algum tipo de avanço em relação ao etanol brasileiro", avalia o professor.
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