Quanto fôlego possuem os bancos oficiais?; ouça Kennedy Alencar
da Folha Online
Lá se vão quase dois meses da fase mais aguda da crise econômica mundial. As más notícias na área financeira diminuíram um pouco. No entanto, cresceram na chamada economia real, aquela que gera mais empregos e renda.
As informações são de Kennedy Alencar, colunista da Folha Online e repórter especial da Folha em Brasília. Ouça outros podcasts com a participação do jornalista.
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Grandes empresas em todo o mundo demitem, anunciam cortes e diminuem o ritmo, diz Alencar. "No Brasil, estamos na fase em que a coisa começa a ficar feia na economia real."
Os três grandes bancos oficiais --Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)--, colocaram bilhões à disposição de pessoas jurídicas e físicas. Agiram assim seguindo as determinações do presidente Lula.
"Mas quanto fôlego possuem os bancos oficiais? Certamente, há um limite. Dinheiro não nasce em árvore. É correta a decisão de usar recursos públicos para atenuar os efeitos da crise. Mas também seria sábio enxergar os limites de ação. Um mau uso dos bancos oficiais poderá gerar um esqueleto mais à frente. Ou seja, é preciso entender que há uma crise e apertar os cintos", avalia o colunista.
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