Podcast
24/11/2008 - 10h16

Ainda existem "traidores do movimento"; ouça 02 Neurônio

da Folha Online

Nos anos 90, era um insulto chamar alguém de "traidor do movimento". Qualquer comportamento contra preceitos do rock and roll da época, tornava o indivíduo um alvo perfeito para o xingamento.

As informações são de Jô Hallack, da coluna e do blog 02 Neurônio. Ouça outros podcasts do 02 Neurônio.

As pessoas desejam que a vida dos outros seja péssima

"O tempo passou e os traidores do movimento ainda existem. Vira e mexe, quando a gente vê, qualquer atitude que não seja um clichê do que as pessoas esperam dos outros faz de você, novamente, um traidor do movimento", declara.

Hallack diz que se a situação não está bem e as pessoas reclamam, ninguém se incomoda. "A partir do momento que a gente fica um pouco mais feliz e as coisas começam a dar um pouco mais certo, lá vão os patrulheiros dizer que estamos traindo o movimento da infelicidade geral", declara.

A colunista acredita que as pessoas, na verdade, desejam que a vida dos outros seja péssima. "Se alguém te chamar de traidor do movimento, não se abata. Melhor ser assim, do que passar a vida toda reclamando", afirma.

Este tema será abordado por ela, Nina Lemos e Raq Affonso no caderno Folhateen (conteúdo exclusivo para assinantes do jornal e do UOL), desta segunda-feira (24).

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