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03/12/2008 - 09h31

Hillary pode ofuscar Obama no cenário internacional, diz cientista político

da Folha Online

A escolha de Hillary Clinton como secretária de Estado anunciada por Barack Obama na segunda-feira (1º) é uma jogada audaciosa, pois será necessário que se esqueçam as mútuas acusações feitas durante o período eleitoral entre ambos.

As informações são de João Paulo Peixoto, cientista político e professor da UnB (Universidade de Brasília). Ouça outros podcasts sobre Obama presidente.

João Paulo Peixoto

"Sem dúvida nenhuma Hillary tem atributos para ocupar o cargo, mas resta saber como ela controlará sua personalidade para que não se torne uma figura mais conhecida e mais proeminente na cena internacional do que o próprio Barack Obama", afirma.

Peixoto diz que o anúncio dos nomes que vão integrar a equipe econômica do governo de Obama demonstram que haverá equilíbrio entre maturidade e jovialidade, e entre conhecimento profissional e acadêmico.

"A escolha do presidente do Fed, Timothy Geithner, foi muito apropriada, uma vez que ele está exatamente no chamado 'olho do furacão'. Por outro lado, uma acadêmica de porte da Universidade da Califórnia, Christina Romer, e a escolha do ex-presidente do Fed Paul Volcker, darão o balanço necessário para que os mercados e a opinião pública norte-americanos respirem com certo otimismo", analisa o professor.

De acordo com o cientista político, a crise financeira tem uma dimensão enorme e todos os dias revela um lado surpreendente, por isso não é possível avaliar se ela será combatida na gestão do próximo presidente dos Estados Unidos.

"Nós vivemos um momento de muitas expectativas. É difícil prever medidas corretas que tenham garantias de sucesso. Mas, ao menos, a experiência de uns aliada ao conhecimento cientifico de outros são um bom indicador para que possamos entrar em um caminho melhor", acredita.

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