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04/12/2008 - 11h25

Brasil tem condições de reverter quadro negativo gerado pela crise, diz economista

da Folha Online

Existem duas visões sobre a crise financeira. Um grupo diz que o pior já passou, e outro que o pior ainda está por vir. Na verdade, ambas as correntes estão certas. O ápice da crise ocorreu entre setembro e outubro, meses em que houve risco de quebras de bancos. O efeito da crise para o setor real, contudo, está apenas começando.

As informações são de Antonio Corrêa de Lacerda, professor doutor do departamento de Economia da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica), membro do Conselho Superior de Economia da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e do Conselho Temático de Política Econômica da CNI (Confederação Nacional da Industria).

Antonio Corrêa de Lacerda

Para o economista, o desempenho dos países emergentes é o fator que vai contribuir para o crescimento econômico no próximo ano. "Continuará sendo bem acima da média mundial, o que permitirá ao mundo manter ainda alguma taxa de crescimento em 2009".

Segundo ele, há um exagero nas análises divulgadas sobre a situação econômica atual, que tendem a ser pessimistas. "A crise também traz oportunidades. E o que é mais importante: o Brasil tem condições de reverter esse quadro negativo, depende muito das ações não só das empresas, mas principalmente do governo", afirma.

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De acordo com Lacerda, a eficácia das medidas tomadas pelos bancos centrais e os governos de diversos países determinará quanto tempo vai durar a crise.

"Para o Brasil, é fundamental não só cuidar do crédito, mas também do mercado interno, especialmente emprego e renda. Diminuir as taxas de juros para estimular o consumo e o investimento e, principalmente, manter a coesão da sua política macroeconômica", avalia o professor.

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