Podcast
15/12/2008 - 12h23

Adaptação às regras do acordo ortográfico deve ser feita o quanto antes

da Folha Online

A reforma ortográfica já é realidade. A partir de 1º de janeiro de 2009, serão incorporadas algumas alterações na grafia de uma parte das palavras da língua portuguesa. As pessoas terão de fazer um pequeno esforço para reaprender a escrever algumas palavras. O melhor é fazer o quanto antes, embora haja um prazo de três anos para que essa readaptação ocorra.

As informações são da consultora de língua portuguesa Thaís Nicoleti, colunista da Folha e da Folha Online. Ouça outros podcasts da professora.

Thais Nicoleti fala sobre reforma ortográfica

A colunista diz que, com o Novo Acordo Ortográfico desaparecem, por exemplo, os sinais gráficos dos grupos gue, gui, que e qui. Assim, palavras como "agüentar, sagüi, pingüim, conseqüência, seqüestro, qüinqüênio ou qüiproquó deixam de receber o trema, sinal que hoje indica a pronúncia fraca da letra "u" nessas seqüências.

Segundo ela, não é só o trema que é suprimido nesses grupos de letras. "O acento agudo que marca a presença de um 'u' pronunciado de maneira forte também é eliminado. Assim, formas verbais como averigúe, apazigúe ou argúi, perdem o acento agudo que hoje têm na letra 'u"", explica.

A consultora de língua portuguesa ressalta que, em nomes estrangeiros ou deles derivados, o trema permanece inalterado. "Müller" e o seu derivado "mülleriano" continuam acentuados da mesma forma, comenta a colunista.

A pronúncia das palavras sofrerá alguma alteração por causa da reforma? Nicoleti responde que não. "O objetivo da reforma é apenas unificar a grafia da língua no território da lusofonia, ou seja, nos países em que o português é a língua oficial", declara.

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