Reunião que definiu o AI-5 foi gravada
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
A criação do AI-5 (Ato Institucional número 5) foi definida em uma reunião comandada pelo então presidente Arthur da Costa e Silva (1967-1969) e mais 24 assessores diretos que integravam o Conselho de Segurança Nacional --dos quais 15 eram militares. A decisão foi tomada no salão de jantar do Palácio Laranjeiras, no Rio de Janeiro, que era a sede oficial do governo federal.
Por cerca de duas horas, os 25 discutiram e definiram o que seria incluído na relação fixada no ato. Apenas o então vice-presidente da República, Pedro Aleixo, foi contrário à medida. O placar foi de 24 votos contra apenas um.
Os defensores do AI-5, entre eles Costa e Silva, alegaram que o ato era necessário porque havia um clima de rebeldia no ar, numa referência às manifestações políticas contrárias à ditatura. Para os que defendiam o ato, havia o risco de violência terrorista, como definiam as reações ao sistema vigente.
Na reunião, todos os presentes se manifestaram. Costa e Silva determinou que a reunião fosse gravada e registrada. Na discussão Aleixo se manifestou contrário ao ato, entre outros aspectos, afirmando que que isso iria institucionalizaria a ditadura (1964-1985).
A posição contrária de Aleixo ao AI-5 fez com que ele fosse impedido de assumir o governo em 1969, quando Costa e Silva deixou o poder por causa de problemas de saúde.
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E justamente pelo país não ser sério que nenhum dos dois será punido.
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Eu sempre soube que tem muito maluco no Brasil, mais achei que eles eram mais retraídos e não se expunham tanto, estou vendo que estava equivocado e a coisa é bem pior.
Li um comentário de um leitor, de codinome Blade Runner que mais chamou minha atenção então transcrevo: "Esse fórum é assustador...Tentar defender o AI-5, ou os militares, guardadas as diferenças estruturais das corporações defendidas, é como defender a Klu-Klux-Klan...Tenho calafrios quando leio os apologistas dos militares..."
E por último gostaria de dar um conselho ao editor da folha, mesmo sabendo ser antiético, não dê espaço prá esse "povo" falar não... Já que eles gostam de DITADURA, mandem-nos escreverem receitas de bolo.
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