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18/12/2008 - 09h22

Garibaldi Alves é o candidato do PMDB na disputa pela presidência do Senado

da Folha Online

O PMDB decidiu lançar oficialmente o senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) para disputar a presidência do Senado, mesmo com o risco da candidatura de o peemedebista ser questionada na Justiça.

A repórter da Folha Online em Brasília Gabriela Guerreiro explica que, como o regimento do Senado não permite que o presidente dispute a reeleição na mesma legislatura em que esteve no comando da Casa, o PT se articula para questionar a candidatura de Garibaldi no STF (Supremo Tribunal Federal).

Garibaldi Alves é o candidato do PMDB na disputa pela presidência do Senado

Apesar da ameaça, Garibaldi disse não acreditar na impugnação das eleições porque possui dois pareceres jurídicos que viabilizam a participação dele na corrida pela presidência do Senado, segundo Guerreiro.

"O PT ficou irritado com o lançamento da candidatura própria do PMDB porque esperava o apoio do partido à candidatura do senador Tião Viana (AC). Na Câmara, o PT apóia a eleição do peemedebista Michel Temer (SC)", relata a jornalista.

De acordo com a repórter, o líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO), disse que o PT não pode questionar a candidatura de Garibaldi porque Viana também ocupou a presidência do Senado por dois meses no ano passado, na condição de primeiro vice-presidente da Casa --no período entre o afastamento do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência e a sua renúncia do cargo.

"Em meio ao impasse, Garibaldi foi escolhido por unanimidade entre os 17 senadores que participaram da votação. Três estiveram ausentes, entre eles o senador Jarbas Vasconcellos, que se mostrou contrário à candidatura de Garibaldi. Parlamentares ligados ao grupo do senador José Sarney também ficaram insatisfeitos com a escolha de Garibaldi, mas publicamente se mostraram favoráveis ao nome do senador por serem minoria no partido", diz Guerreiro

Segundo a jornalista, a bancada do PMDB fez um apelo coletivo para que Sarney lançasse o seu nome na disputa, mas o senador demonstrou não estar disposto a ser candidato.

"O senador Pedro Simon também ouviu apelos para se lançar na corrida à presidência do Senado, mas declinou do convite. Sem Sarney e Simon na disputa, o caminho ficou livre para Garibaldi, que agora prometeu ir em busca de votos da base aliada do governo e da oposição", conclui Guerreiro.

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