Israelenses não querem cessar-fogo, diz brasileiro em Israel
da Folha Online
Israelenses apóiam os ataques feitos contra o movimento islâmico radical Hamas em uma resposta à violação da trégua de seis meses assinada com Israel, que acabou oficialmente no último dia 19.
A avaliação é de Mark Levi, brasileiro que vive há 37 anos em Ashkelon, que fica a 5 quilômetros da faixa de Gaza. "A população em geral está disposta a agüentar por um tempo com a esperança que o outro lado compreenda que tem que haver uma mudança", diz.
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Israelenses não querem cessar-fogo
Levi informa que, apesar da satisfação da maioria dos israelenses com a ofensiva, o medo atinge a todos. "Esses mísseis caem e muitas vezes as pessoas não têm tempo de encontrar um abrigo. Essa é uma situação que dura já há muito tempo, mas é algo que a gente aprendeu a aceitar e se acostumou", afirma.
O brasileiro relata que parte da fronteira de Israel está aberta. Com isso, é possível que as pessoas recebam comida, combustível e outros itens necessários à sobrevivência.
Em seu quinto dia consecutivo, a ofensiva militar israelense deixou ao menos 380 mortos dos quais ao menos 25% são civis, afirmou a agência da ONU (Organização das Nações Unidas) para ajuda aos refugiados palestinos. Segundo fontes médicas em Gaza, o número de feridos já chega a 1700.
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