Ofensiva de Israel quer destruir infraestrutura do Hamas, diz especialista
da Folha Online
Depois de três horas de pausa, Israel retomou às 16h (12h, no horário de Brasília) os bombardeios em sua ofensiva militar contra alvos do movimento islâmico radical Hamas na faixa de Gaza. Os conflitos na região já causaram a morte de 600 palestinos e deixaram 2.500 pessoas feridas.
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Gilberto Sarfati, mestre em relações internacionais pela Universidade de Jerusalém, doutor em relações internacionais pela USP (Universidade de São Paulo) e professor do curso de relações internacionais na ESPM (Escola Superior de Propaganda em Marketing), diz que o combate tende a continuar até que as tropas israelenses conseguiam destruir a maior parte da infraestrutura que o Hamas conseguiu montar.
Ofensiva contra Hamas não tira grupo do poder
"São uma rede de túneis de mais de 600 entradas interconectadas que tem servido, inclusive, de contrabando de armamentos vindos do Irã", afirma. Segundo o professor, essa rede seria utilizada também como meio de ataques dentro do território israelense, com a realização de sequestros da população civil e de militares.
Segundo declaração feita pelo ministro de Israel, Ehud Olmert, o conflito tende a ser longo e difícil. "Isso se dá especialmente pelas condições de combate na faixa de Gaza, que é o lugar mais densamente povoado do mundo", de acordo o professor.
Para Sarfati, a proposta apresentada por França e Egito por um cessar-fogo na faixa de Gaza pode delinear uma saída para esse conflito. "O Hamas deve sair enfraquecido, mas provavelmente continuará no poder sobre novas regras de segurança onde nenhum tipo de míssil atirado contra o território israelense passará a ser aceitável", avalia.
A proposta de França e Egito não foi divulgada em detalhes, mas inclui a abertura de um diálogo do qual participem o Hamas e a Autoridade Nacional Palestina (ANP) e que adote "todas as medidas necessárias" para deter a violência.
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