Três policiais estão entre as testemunhas de defesa de Lindemberg
da Folha Online
A Justiça iniciou por volta das 9h20 desta quinta-feira os depoimentos sobre a morte de Eloá Cristina Pimentel, 15, baleada na cabeça em 17 de outubro do ano passado, após passar cerca de cem horas refém do ex-namorado em Santo André (Grande São Paulo).
Clayton Freitas, repórter da Folha Online, conta que a adolescente Nayara Rodrigues, amiga de Eloá e que também foi rendida por Lindemberg Alves, 22, foi a primeira a ser ouvida. Depois, prestaram depoimentos dois amigos que estavam no apartamento de Eloá quando Lindemberg invadiu o local.
Clayton Freitas sobre caso Eloá
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O promotor do caso, Antonio Nobre Folgado, avaliou como positivo os depoimentos e afirmou que espera ainda hoje a pronúncia de Lindemberg. "Essa pronúncia significa se ele [Lindemberg] vai ou não a júri popular", explica o jornalista.
Nesta tarde, serão ouvidas nove pessoas arroladas pela defesa. "Entre elas, a curiosidade é que há três agentes do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais da Polícia Militar). Ninguém sabe explicar, por ora, o motivo pelo qual houve o arrolamento dessas três testemunhas", relata Freitas.
De acordo com o jornalista, Ana Cristina Pimentel, mãe de Eloá, compareceu ao fórum por volta das 12h30 e, muito emocionada, disse em seu depoimento que que tratava Lindemberg como um filho e que ele pertencia à família. "Ela chorou e se emocionou bastante ao lembrar da filha. Por fim, disse que a justiça de Deus é que tem que permanecer", conclui o repórter.