Banco do Brasil compra parte do Banco Votorantim; ouça análise
da Folha Online
A compra de cerca de metade do capital do Banco Votorantim pelo Banco do Brasil, anunciada nesta sexta-feira, consolida ainda mais o setor. Com essa ação, o banco federal encosta no Itaú/Unibanco na liderança do ranking das maiores instituições do país por ativos.
Saiba mais sobre o Banco do Brasil
Saiba mais sobre o Banco Votorantim
A avaliação é de Rafael Paschoarelli, professor de finanças da Universidade de São Paulo e do Ibmec-SP (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais). Para ele, essa novidade é boa principalmente para Banco do Brasil, que vai se valer do conhecimento de mercado do Votorantim.
"O Votorantim saiu de uma posição bastante distante do ranking das maiores instituições financeiras. Em menos de dez anos ficou entre os dez maiores bancos do Brasil, algo que mostra a capacidade que o banco tem em crescer e superar os demais."
Para Paschoarelli, o fortalecimento do sistema bancário reduz as opções dos clientes na hora de abrir uma conta. "O BC (Banco Central) vê isso com bons olhos porque o sistema mais concentrado é o mais forte. Pelo lado dos clientes, as opções começam a diminuir. Daqui há pouco você vai ter que bater na porta de dois ou três bancos porque só vão existir dois ou três bancos grandes", avalia o professor.
O negócio foi fechado por R$ 4,2 bilhões. Pelo acordo, o banco federal comprou 49,99% do capital votante e 50% do capital social --ou seja, a família manterá o controle acionário, mas a gestão será compartilhada com o BB.