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20/01/2009 - 12h47

Obama vai encontrar resistência para "salvar banqueiros", diz professor

da Folha Online

A posse do presidente americano, Barack Obama, significa uma nova fase na luta contra a crise internacional. O governo de George Bush estava "desgastado" e cada vez mais impopular devido aos problemas com Israel.

A avaliação é de Armando Castellar Pinheiro, economista e professor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Para ele, o fato do Congresso ser majoritariamente democrata na Câmara dos Deputados e no Senado, vai facilitar a aprovação de novas medidas durante o mandato de Obama.

Armando Castellar Pinheiro - Obama

Apesar da euforia, Pinheiro ressalta que o novo presidente deve ser cauteloso com o tão aguardado pacote fiscal, que objetiva aquecer a economia por meio de cortes de impostos e gastos públicos. "Já houve uma subida nos preços das ações nas bolsas [de valores] entre final de dezembro e começo desse ano como reflexo das expectativas. Agora o risco é de frustração", diz.

Segundo o especialista, o governo americano vai anunciar uma medida muito parecida com o Proer, programa brasileiro da década de 90 que teve a finalidade de socorrer bancos com problemas financeiros. "Uma entidade ficaria com os créditos ruins de um banco. Para isso, se usaria os US$ 350 bilhões do pacote aprovado pelo governo Bush, ainda no passado, para formar esse banco de crédito ruim", diz.

Para o professor, o governo dos EUA vai enfrentar uma certa resistência para ajudar os bancos. "Resolver a situação do sistema financeiro é muito importante, mas os Estados Unidos têm enfrentado uma questão política grande. Lá, também é muito impopular a ideia de salvar banqueiros, depois de eles terem ganhado tanto dinheiro nos últimos 20 anos", explica Pinheiro.

Na visão do economista, Barack Obama deve tentar juntar a força política e eleitoral para passar a necessidade dessas medidas tão necessárias para o país. "Acho que tem todo um programa de reforma regulatória do sistema financeiro, que ele certamente vai ter que oferecer como contrapartida às medidas nessa área", diz.

Comentários dos leitores
Tiago Garcia (39) 06/12/2009 10h58
Tiago Garcia (39) 06/12/2009 10h58
A chantagem racial continua clarassima. Você não pode ser um repúblicano que discorde de um presidente democrata que é Barack Obama que você é um racista... Esses pesquisadores e cientistas estão cada vez mais canalhas e mentirosos... sem opinião
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J. R. (1186) 06/12/2009 10h32
J. R. (1186) 06/12/2009 10h32
O cinismo democrata americano volta à tona com Obama cancelando a participação no meio da - Conferência de Copenhagem - , reservando os instantes finais para uma hipotética participação. Daí se vê que os USA tentam MELAR mais um acordo mundial visando a conservação do meio ambiente global, global sem visar unicamente e apenas dinheiro. Talvez tenham informações privilegiadas que o degelo do Ártico é apenas uma grande mentira, ou que pouco importa que Manhantan desapareça sob o mar. sem opinião
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eduardo de souza (518) 05/12/2009 17h46
eduardo de souza (518) 05/12/2009 17h46
Edivaldo Cardoso, muito difícil esses países armados enterrarem suas ogivas, se marcar, jogam na gente, principalmente os Eua que tem pratica no assunto.
Acho que um conflito mundial é o mais provável de acontecer, infelizmente... O melhor seria nos prepararmos para o pior.
A maioria das grandes potências são "grandes" somente no armamento e pequenas na humanidade. Não sei como realmente, separado das emoções, você observa o andamento das ações e medidas, financiadas por essas "potências". E olha que tem mais na panela... É por isso que outros países cansados da exploração e da ameaça, estão se preparando para enfrentarem inimigos. Inimigos das coisas boas que a vida pode trazer, inimigos das amizades, das trocas de cultura e ciência, da BOA VONTADE. Inimigos travestidos de "salvadores", que por dentro tem por único objetivo a destruição. Seres que por um capricho da natureza, odeia a NATUREZA e as pessoas que não são iguais a eles. Essa é a única explicação que cabe para esses Srs. das Guerras, que por trás de uma mesa, comandam covardemente pessoas para a morte.
"Vejam que uniforme lindo fizemos prá vocês... O senhor das guerras não gosta de crianças..." (Música de um autor brasileiro.)
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