Crise no Oriente Médio não estava nos planos de Obama, diz especialista
da Folha Online
Para resolver o conflito na faixa de Gaza, Barack Obama vai ter de decidir que tipo de aliança internacional ele pretende formar. Mesmo após o acordo temporário entre o governo israelense e o grupo extremista palestino Hamas de cessar-fogo, o novo presidente vai ter que lidar com o assunto o quanto antes.
A avaliação é de Gunther Rudzit, professor de relações internacionais das Faculdades Integradas Rio Branco, doutor em ciência política pela USP e mestre em National Security pela Georgetown University.
Para Rudzit, essa trégua foi diplomática. "Os dois lados não queriam ter um conflito já em mãos. Não estava nos planos [de Obama] ter que lidar com a questão palestina tão rapidamente", diz.
A ofensiva militar israelense deixou mais de 1.300 mortos e cerca de 5.000 feridos em 22 dias consecutivos de bombardeios.
Apesar de demonstrar interesse em ajudar palestinos e israelenses, a nova Secretária de Estado Hillary Clinton disse, na sua confirmação diante da Comissão de Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos, que vai buscar o multilateralismo, mas deixou bem claro que se for necessário a força será usada.
"Aí vem a grande questão: Como será essa diplomacia? Por mais que ela tenha dito multilateralismo, a gente precisa esperar para ver se vai ser uma busca via instituições já existentes ou em alianças em que cada caso um grupo de países tenta resolver o problema", afirma Rudzit.
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