Crise financeira é mais importante para Obama que conflitos internacionais, diz especialista
da Folha Online
A crise econômica deve ser a prioridade do presidente Barack Obama, principalmente no começo de mandato. Ao lidar com a os problemas financeiros internos, os Estados Unidos poderão dispor de maior flexibilidade até para ações nos planos militar e internacional.
As informações são de Hédio Silva Júnior, advogado, mestre e doutor em direito pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e integrante do Grupo Integração que luta contra a discriminação racional no país. Segundo ele, a ação militar consome uma parcela significativa do orçamento americano, na mesma medida em que o desemprego cresce.
"Ele [Barack Obama] tem deixado explícito que pelo papel de determinados grupos identificados como terroristas no Afeganistão, a intervenção militar tente a prosseguir neste país. Então, até para robustecer essas ações no plano internacional, a crise vai ter que ser no mínimo equacionada", afirma.
Para Silva Júnior, apesar dos empecilhos, parece que o presidente Obama está preparado para gerenciar a crise e para "acomodar os interesses que circulam em torno de um potencial mundial como os EUA".
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