Igor Gielow: PMDB é favorito no Congresso, mas há riscos
da Folha Online
Na segunda-feira (2), será realizada a eleição para presidente e cargos dirigentes das duas Casas do Congresso Nacional. O PMDB, que não vence desde a década de 90, caminha para ser o partido dominante. Porém, há algumas pedras no caminho.
Acompanhe análise de Igor Gielow, secretário de Redação da Sucursal de Brasília da Folha. Ouça outros podcasts com a participação do jornalista.
PMDB é favorito no Congresso mas há riscos
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O jornalista explica que, na Câmara, o deputado Michel Temer (PMDB-SP) enfrenta o risco de ir para um segundo turno, especialmente se o seu companheiro de partido José Sarney (PMDB-AP) ganhar a disputa no Senado.
"Pode, então, haver traições entre aqueles que declaram apoio a Temer, e o fantasma da repetição da eleição do azarão Severino Cavalcanti ronda na pessoa agora do deputado Ciro Nogueira (PP-PI)"", diz Gielow.
No Senado, o risco para Sarney é que a divisão do PSDB, insatisfeito com a divisão de cargos proposta pelo peemedebista, acabe contaminando seu favoritismo, de acordo com o jornalista.
"De todo modo, esses são os cenários de exceção. A tendência é que os presidentes das duas Casas do Congresso sejam do PMDB", conclui Gielow.
Eleições
As presidências da Câmara e do Senado Federal são os cargos mais cobiçados pelos parlamentares. Além da garantia de exposição na mídia --que pode facilitar futuras campanhas--, os ocupantes dos dois cargos têm poder e influência sobre a pauta de votação dos projetos que tramitam no Congresso.
O presidente da Câmara é o terceiro na linha de sucessão, atrás do presidente e do vice. O presidente do Senado é o quarto dessa lista. Além da possibilidade de ocuparem interinamente a Presidência da República, os dois têm direito a algumas regalias, como residência oficial.
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