Podcast
04/02/2009 - 16h04

Professor diz que empresas culpam crise, mas demitem para manter lucro

da Folha Online

A crise mundial faz com que os trabalhadores tenham receio de perder seus empregos, o que gera uma queda no consumo. Os bancos também recuaram em relação ao crédito porque aumentou a inadimplência. Assim, o Brasil vive um ciclo vicioso que tem impacto sobre a economia.

As informações são do doutor em economia das relações internacionais José Nicolau Pompeo, professor da Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo) e do departamento de economia da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica).

José Nicolau Pompeo

O professor critica o acordo sugerido pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e a Força Sindical, que propôs a redução da jornada de trabalho e salários nas empresas. "Vai contribuir ainda mais para o desabamento do consumo. Esta proposta vai provocar uma queda muito maior nas vendas com o aumento da inadimplência e do desemprego", afirma.

Leia a cobertura completa sobre a crise dos EUA

Pompeo diz não acreditar que os ganhos que as empresas no Brasil obtiveram até outubro do ano passado tenham sido comprometidos pelos dois meses sequentes atingidos pela crise mundial. Segundo ele, a remessa de lucros em 2007 foi de US$ 21 bilhões e, em 2008, US$ 34 bilhões. Ou seja, 62% a mais.

"Nós não podemos dizer que as empresas não tiveram lucro no ano de 2008, principalmente as montadoras. Até o mês de outubro tiveram lucros excessivos. O que elas fizeram com o lucro? Remeteram para fora", explica.

O cientista político declara que existe uma crise realmente e que a produção está diminuindo, mas as empresas estão demitindo para manter sua taxa de lucro.

"Quem está pagando a crise é quem não fez a crise: o trabalhador, que paga com o desemprego e a redução de salário", comenta.

Para o professor, se a taxa de juros cair não significa que os empregos sejam preservados, mas sim que as empresas vão lucrar ainda mais.

Comentários dos leitores
J. Campos (2) 17/07/2009 09h58
J. Campos (2) 17/07/2009 09h58
Caro, André Souza, se você tivesse estudado mais ou se a sua profesora tivesse te ensinado mais, teria aprendido que não foram só alguns ou poucos os casos de resistência dos negros à escravidão. A escravidão não foi assim tão passivamente aceita por eles, houve resistência e muita. Realmente as cotas não resolvem o problema, principalmente problemas como esse que você tem, que é o preconceito internalizado de si próprio.Que bom que seja negro, que tenha estudado em escola pública e vencido, mas precisa continuar estudando e aprender que a migração, por mais sofrida que foi, de japoneses,italianos,alemães, etc não foi igual ao processo de escravidão. sem opinião
avalie fechar
jeferson neu (17) 17/07/2009 00h03
jeferson neu (17) 17/07/2009 00h03
Mais eficiente do que um sistema de cotas (que diga-se de passagem, foi copiado do modelo americano, que não só fracassou, como também levou ao aumento do preconceito e da intolerância contra os afrodescentendes naquele país), seria a reforça do sistema de ensino no Brasil, com valorização dos professores, como aumento de salário e condições dignas de trabalho; aumento da carga horária no que se refere as aulas; investimento na melhoria das escolas, com ampliação de laboratórios, salas de informática, enfim, aumento do investimento na educação. Porém, como educação não é prioridade para o governo, ou para as elites, seja pelo temor do aumento do conhecimento, o que levaria a contestação maior, além do aumento do nível de consciência da população sobre o que está errado e por que está errado. Educação é a chave para uma revolução sócioeconômica e cultural de uma nação. Enquanto o país relegar a educação a segundo plano, o Brasil continuará a ser o país que é. Atrasado tecnológicamente, atrasado na pesquisa médica, com poucos projetos de vanguarda, com dificuldades de capacitar sua mão de obra, já que os cursos, além de não gratuitos, serem caros, o que dificulta o acesso da maioria da população a melhores postos de trabalho. Países que por conta de reformas educacionais, sairam da pobreza e hoje possuem outro status: Irlanda, Espanha, Portugal, Coréia do Sul, Taiwan, Singapura. A lista é longa. Por que o Brasil não faz parte dela? Falta vontade política. 2 opiniões
avalie fechar
J. Campos (2) 16/07/2009 19h42
J. Campos (2) 16/07/2009 19h42
Em relação ao texto de Carolina Souza, é preciso fazer uma ponderação. Concordo que o sistema de cotas não é a melhor forma de se gerar inclusão/igualdade, mas daí a achar que as condições em que chegaram os imigrantes são comparáveis a forma como chegaram os escravos ao Brasil é muito ingênuo. Eles não vieram à força ou acorrentados ao país.Os imigrantes precisaram lutar sim pelo seu espaço, mas os negros tiveram e têm obstáculos a mais para enfrentarem, quer sejam internos e externos. O processo de inclusão/igualdade se dará, entre outras coisas, com o incentivo a criação de escolas públicas de melhor qualidade. Escolas de qualidade que devam ser frequentadas não só por negros, mas também por pessoas como a dona Carolina ( peço-lhe desculpas )que escrevem aqui de forma equivocada. sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (145)
Termos e condições
Comentários dos leitores
Polycarpo Quaresma (37) 07/12/2009 09h15
Polycarpo Quaresma (37) 07/12/2009 09h15
O que o Brasil tem de herócico é o povo que trabalha incluindo trabalhador braçal, especializado, técnco, cientista, artistas. Nós carregamos esta País nas costas, e sustentamos toda compra de votos, assistencialista, super faturamentos, roubos e tudo mais qye está acontecendo sem opinião
avalie fechar
Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
5 opiniões
avalie fechar
mauro guanandi (54) 04/12/2009 10h32
mauro guanandi (54) 04/12/2009 10h32
sENHOR cELSO. eSTAS CERTO QUANTO AO PETRÓLEO.
O que me preocupa é q nesta aventura serao gastos 2/3 do Pib; talvez em algo inútil - em minha opiniao a dependencia do petroleo tende a diminuir com o avança cientifico de outras formas. Mas encherá os bolsos da tchurma como NUNCA ANTEZ NA HIZTÓRIA.
goebbels se revira no tumulo. a turma da propaganda do governo é mais eficiente. Bom, o povo sendo mais inculto facilita.
Diga-ma qual o erro deportugues mais forte que vistes...eu vi um tal de eduardo Souza num forum escrever falço. Voce viu algo pior?
sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (4394)
Termos e condições
Comentários dos leitores
Olmir Antonio de Oliveira (79) 05/12/2009 10h10
Olmir Antonio de Oliveira (79) 05/12/2009 10h10
A respeito de agências de classificação de riscos, a coisa esta como sempre foi, quando for para melhor é sempre, invariavelmente assim demorado, mas se for para pior é sempre no mesmo dia ou quanto muito no dia seguinte, moral estamos sempre refém, escravos, subordinados aos "grandes" aos donos so "sistema", eternos colonizados. O País tem potenciais claros, campos amplos para se desenvolver, inovar, criar conceitos, dar oportunidades ao trabalhador e aos empeendedores. Exemplifico, temos uma industria alcool quimica engatinhando (o mesmo poderia se fazer com a produção de oleos de palmeiras, da soja, do milho, de outros agricolas.....), para industrias quimicas de primeira geração ou segunda geração, o leque de produtos possiveis é amplos, plásticos, tecidos, quimicos diversos..... sem opinião
avalie fechar
sergio barbosa (227) 04/12/2009 22h36
sergio barbosa (227) 04/12/2009 22h36
Mentira mentira
Tá GRAFADO nos registros do MINISTÉRIO DA SAÚDE:
""" O Minstro da Saúde, JAMAIL HADAD, no exercício de suas atribuíções FAZ PUBLICAR A REGUÇLAMENTAÇÃO, concernentes a FABRICAÇÃO, DISTRITUILÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO DOS medicamentos ALTERNATIVOS, sem nome fantasia, denominados GENÉRICOS.....""
LEMBRANDO:
Esse ""cara"" o PAI DOS GENÉRICOS, médico, formado pela UNIVERSIDADE DO BRASIL, ATUAL UFRJ, do PARTIDO PSB
NO governo ITAMAR, FOI QUEM FEZ A COISA
Hoje tem plagiador DESCARADO MENTINDO NA TV,
em programa enganação......
É, conseguem ludibriar a 10%.........
sem opinião
avalie fechar
JOSE MOTTA (65) 03/12/2009 17h31
JOSE MOTTA (65) 03/12/2009 17h31
O INSTITUTO RIO BRANCO ABRIU 108 VAGAS. PROVA DIFICILIMA. HÁ NECESSIDADE DE UM PREPARO FENOMENAL PARA CONSUGUIR UMA VAGA, E APÓS COMEÇAR O ESTUDO PARA DIPLOMATA. ENTRA QUEM É BOM. AQUI VAI UMA SUGESTÃO PARA O GEVERNO LULA E DO RIO. QUE TAL RESERVAR PARTES DESSAS VAGAS PARA POLITICOS DO PMDB E PT. QUE TAL RESERVAR DE VAGAS PARA AQUELA OU ESSA CLASSE? sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2433)
Termos e condições

FolhaShop

Digite produto
ou marca