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16/03/2009 - 09h12

Astros argentinos fazem campanha a favor da pena de morte

da Folha Online

Imagine se personalidades como Faustão, Hebe e Roberto Carlos saíssem publicamente em defesa da pena de morte, como forma de enfrentar a violência. Pois foi assim que, nos últimos dias, o tema segurança voltou às manchetes na Argentina, segundo Thiago Guimarães, correspondente da Folha em Buenos Aires.

A primeira "famosa" a gritar foi Susana Gimenez, uma das apresentadoras mais conhecidas do país. Após a morte por homicídio do amigo e decorador pessoal, na Grande Buenos Aires, saiu a dizer que "quem mata deve morrer".

Thiago Guimarães

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"Logo, outros artistas saíram em defesa de Susana e de soluções extremas frente à violência. Entre eles Marcelo Tinelli, uma versão magra do Faustão, e Sandro, o Roberto Carlos argentino. Não demorou e o governo entrou no circuito. Diz que a taxa de homicídios no país segue em torno de 4 por 100 mil habitantes. Bem abaixo, por exemplo, do índice de 25 por cem mil do Brasil", conta Guimarães.

De acordo com o jornalista, a própria presidente Cristina Kirchner, criticada pela oposição por não ter tocado no assunto segurança durante seu discurso de abertura do ano legislativo, no início do mês, começou a dar suas opiniões. Disse que a mídia aumenta a sensação de insegurança ao noticiar um mesmo crime à exaustão e que o tema é usado como "bandeira política" no país.

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