Estresse no trânsito é fator de risco para doenças coronarianas; ouça médico
da Folha Online
O estresse no trânsito é um fator de risco adicional para as doenças coronarianas, assim como a hipertensão, o sedentarismo e o tabagismo. Durante um momento nervoso em um congestionamento, o motorista pode ter, por exemplo, pressão arterial e frequência cardíaca elevadas.
As informações são de Antonio Sergio Tebexreni, cardiologista e médico da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). "Cada um reage de uma maneira às agruras no trânsito do dia a dia nas grandes cidades. Fato é que aquele indivíduo que sabidamente tem uma obstrução na artéria coronária procura se controlar mais e faz uso de medicamentos preventivos", diz.
O doutor alerta que o perigo em se exaltar no trânsito é maior para pessoas que desconhecem que sofrem de algum problema no coração, como a doença aterosclerótica coronária, uma placa de gordura na artéria que causa obstrução coronária.
"Tem placas de gorduras nas artérias que não dão sinal por não serem placas que causam um obstrução significativa, a ponto do indivíduo sentir dor no peito quando fica nervoso ou qualquer outra manifestação", explica.
O especialista recomenda que as pessoas saudáveis façam exames regularmente, como testes de esforço, para identificar se realmente não têm nenhuma doença e, se tiverem, que possa controlá-la.
"As pessoas devem ficar atentas aos sintomas, como desconforto ou dor no meio do peito associados ao esforço ou ao estresse. O ideal é também evitar o fator que está estressando", aconselha.
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