Filme sobre Simonal dá anistia tardia ao artista; ouça crítico da Folha
da Folha Online
Cenas que mostram como o cantor Wilson Simonal conduzia uma multidão de 40 mil pessoas no Maracanãzinho (Rio de Janeiro) são destaque do documentário "Simonal, Ninguém Sabe o Duro que Dei". Dirigido por Claudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal, o longa estreia nesta sexta-feira nos cinemas. Veja trailer.
"Para as gerações que não tiveram a oportunidade de conhecer o artista em plena atividade, esse documentário vai ser uma revelação. Nos anos 60, talvez não tenha existido um cantor com maior sucesso popular do que Simonal", diz Sérgio Rizzo, crítico da Folha. Ouça outros podcasts com a participação do crítico.
O cantor foi praticamente banido da história da música brasileira a partir dos anos 70, após ser acusado de colaborar com a ditadura. "Apesar de explorar esse episódio obscuro, que ganha destaque, o filme se impõe como uma espécie de anistia tardia pelo menos ao artista Wilson Simonal."
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