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08/06/2009 - 08h01

Fármacos nocivos à saúde são usados em fórmulas para emagrecer; ouça especialistas

VANESSA TEODORO
da Folha Online

Pessoas que fazem tratamento com fórmulas para emagrecer devem ter cautela, pois elas podem ser constituídas de alguns fármacos nocivos para a saúde. A junção de várias substâncias fazem este tipo de medicação funcionar como uma "bomba" para o organismo.

Sandra Mara Ferreira Villares, coordenadora do Ambulatório de Obesidade Infantil do Hospital das Clínicas de São Paulo e endocrinologista do Hospital Professor Edmundo Vasconcelos, diz que podem fazer parte deste "coquetel" hormônios para pacientes com hipotireoidismo e remédios que aumentam o ritmo intestinal para provocar diarreia.

Sandra Villares

De acordo com a médica, os calmantes são outras substâncias habitualmente acrescentadas às fórmulas de emagrecer para contrabalancear o uso de anfetaminas em doses excessivas, que deixam os pacientes mais agitados.

Os diuréticos, por exemplo, são usados para que o paciente tenha mais vontade de urinar. Villares diz que o uso contínuo e sem prescrição deste componente, contudo, pode levar a consequências graves, como espoliação de potássio e hipovolemia --redução do volume sanguíneo.

"Os internautas devem ter cuidado quando procurar um médico e esse prescrever um medicamento com todos esses fármacos", explica.

Marcio Mancini, endocrinologista e médico responsável pelo Grupo de Obesidade do Hospital das Clínicas da FMUSP, afirma que o ideal é fazer um tratamento com um único medicamento para obesidade ou associar no máximo dois remédios, se for necessário.

Marcio Mancini

"É uma falta ética um médico prescrever moderadores de apetites associados a calmantes, laxantes, diuréticos e hormônios. Ainda há quem faça, sim, mas esse indivíduo está cometendo uma infração passível de punição pelo Conselho Federal de Medicina", declara.

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