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18/06/2009 - 18h56

Profissionais da área de jornalismo divergem sobre obrigatoriedade do diploma

da Folha Online

A decisão do Supremo Tribunal Federal que revogou a obrigatoriedade do diploma de jornalista causa divergências entre os profissionais que trabalham na área. Para Zelia Leal Adghirni, jornalista e professora no curso de comunicação da UnB (Universidade de Brasília) a medida representa um retrocesso para a profissão.

A professora, doutora pela Universidade de Grenoble (França), diz que hoje é um dia de luto para os jornalistas e também para a sociedade. "Eu nunca vi engenheiros, médicos, advogados e arquitetos decidirem que não precisam de formação. Eu falo de exercício profissional, não de liberdade de expressão, como está se confundindo", afirma.

Zelia Leal Adghirni

A decisão do Supremo também foi criticada pela Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) e pela ABI (Associação Brasileira de Imprensa), mas elogiada pela Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV) e pela ANJ (Associação Nacional de Jornais).

Segundo Ricardo Pedreira, diretor-executivo da ANJ, o que o Supremo fez foi tomar uma decisão de acordo com a Constituição de 1988 que, para ele, é muito clara na defesa da total liberdade de expressão.

Ricardo Pedreira

A ANJ considera a decisão favorável, pois acredita que os produtos oferecidos pelas empresas jornalísticas serão enriquecidos com a possibilidade de seus conteúdos reunirem profissionais de diversas áreas, afirma Pedreira.

"Com certeza grande parte dos profissionais das redações continuará sendo de profissionais vindos das escolas de jornalismo, mas é importante ter essa possibilidade de agregar talentos de outras áreas. Isso é bom para o cidadão e para a sociedade", declara.

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