Maria Inês Dolci: Telefônica subestima seus clientes
da Folha Online
O ministro Hélio Costa (Comunicações) disse, na semana passada, que a liberação da venda do Speedy pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) ainda deve demorar "alguns dias". Para Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Pro Teste, colunista da Folha e responsável por um blog da Folha Online, a volta nas vendas deve ser parcial.
Segundo ela, o ideal seria haver um período de transição de alguns meses antecedendo a liberação total. Ouça outros podcasts com a participação da advogada.
"Assim que os técnicos da Anatel julgassem que o Speedy já estivesse infraestrutura suficiente para novas vendas, liberariam então as cotas mensais por um trimestre. Se neste período fossem registrados problemas graves ou se persistissem as reclamações generalizadas sobre os serviço, as vendas seriam suspensas novamente, desta vez por um prazo mínimo de seis meses", diz a colunista.
No dia 22 de junho, a Anatel proibiu a Telefônica de comercializar o serviço de banda larga, após uma sucessão de panes enfrentadas pelos usuários nos últimos meses.
De acordo com a blogueira da Folha Online, "vender e não entregar" é um desrespeito grave ao direito do consumidor e deve custar caro para empresas que subestimam seus clientes --como a Telefônica.
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