Plano de saúde deveria cobrir gastos com calvície, diz autor de "Dr. Cabelo"
SÉRGIO RIPARDO
colaboração para a Livraria da Folha
Cabelo não cresce como capim, avisa o médico Luciano Barsanti, autor do livro "Dr. Cabelo" , a quem busca soluções milagrosas para reverter um processo de queda dos fios. Mas há esperança diante dos primeiros sinais de calvície, como novos remédios e um maior entendimento sobre as causas do problema, visto como um golpe na autoestima de homens e mulheres, em um mundo corporativo em que a aparência é cada vez mais valorizada.
A tricologia é uma disciplina médica especializada no diagnóstico e no tratamento de males que atingem o couro cabeludo e os fios. Como presidente da Sociedade Brasileira de Tricologia, Barsanti defende que os convênios médicos no Brasil sigam, por exemplo, o exemplo da Itália e cubram despesas dos seus clientes com a perda anormal do cabelo (alopecia, no jargão médico).
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| Médico e tricologista Luciano Barsanti, autor do livro "Dr. Cabelo" |
"Existe no código internacional de doenças uma classificação da alopecia. Mas no Brasil os convênios consideram como tratamento estético", diz o autor, relacionando os males em que um dos sintomas é a queda do cabelo, como diabetes, depressão e tratamentos contra o câncer.
Atualmente, a consulta a um tricologista em São Paulo custa R$ 280. São feitos exames como a ampliação em 8.000 vezes da imagem do couro cabeludo ou dos fios em um scanner para que o especialista seja capaz de identificar o problema do seu paciente.
Barsanti cita que uma pesquisa captou a ansiedade dos homens com a queda dos fios. É a terceira causa de estresse. Perde apenas para problemas financeiros e discussões com a companheira.
"Quem perde cabelo se sente mais velho, menos seguro, tende mais à obesidade e deixa de fazer exercícios e a ter vida social", afirma o médico.
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| Livro "Dr. Cabelo" tira dúvidas sobre a saúde do cabelo e mitos |
As mulheres também sofrem com a alopecia, principalmente porque a mídia, novelas e o setor de cosméticos vendem a imagem de que "para se sentir bonita, ela tem de ser loira e ter cabelos lisos", diz Barsanti, apontando principalmente para quem reclama dos fios cacheados e ondulados.
Essa insatisfação com a pecha de "cabelo ruim" impulsiona uma indústria de produtos e técnicas para alisar e tingir as madeixas, a qualquer custo. O médico diz que o vilão do momento é uma substância chamada glutaral, que pode matar o profissional de beleza e sua cliente com pneumonia química. No país, já se registraram mortes por uso exagerado do formol como alisante em escovas progressivas.
Ficando careca
O autor do livro "Dr. Cabelo" relaciona os primeiros sinais de alerta para que homens e mulheres prestem atenção e tomem a atitude de combater a queda de fios. É preciso ter paciência durante o tratamento, pois os resultados nem sempre são perceptíveis no curto prazo. Por mês, o cabelo saudável cresce só cerca de 1 cm. Ouça podcast.
Novos tratamentos
Além do uso da substância finasterida, há tratamentos com a dutasterida, além de fitoterápicos, como a planta Serenoa repens, o silício achado em peixes de mar profundo. Outra técnica é o uso do laser de baixa penetração. O médico dá a receita de um shake para garantir a saúde dos cabelos. Ouça a conversa.
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Autor: Luciano Barsanti
Editora: Elevação
Páginas: 192
Quanto: R$ 29,90
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

