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12/03/2010 - 10h54

"Perdi boa parte da minha história com a morte do Glauco", diz Angeli

da Folha Online

"Éramos amigos muitos íntimos e tínhamos uma relação forte. Apesar de distante nos últimos tempos, o nosso elo não havia se quebrado", diz o cartunista Angeli sobre o companheiro e também cartunista Glauco Villas Boas, 53, morto nesta madrugada após tentativa de assalto.

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Glauco era padrinho dos dois filhos de Angeli. A relação de amizade entre os cartunistas começou nos anos 80 quando Glauco deixou a cidade de Ribeirão Preto (interior de SP) para trabalhar na capital paulista.

Angeli

"A primeira pessoa que recebeu ele em São Paulo fui eu. Ele dormiu na minha casa, comeu da minha comida, paquerou a minha mulher (risos), ele teve uma participação intensa na minha vida. Perdi uma boa parte da minha história com a morte do Glauco", lamenta Angeli.

O cartunista lembra que o trabalho de Glauco revolucionou o humor brasileiro pós-ditadura militar, o que influenciou outros cartunistas como Laerte e também ele próprio.

"A gente procurava esse frescor, mas não conseguíamos, e o Glauco veio com a maior leveza e emplacou esse tipo de humor, que, durante a época da ditadura, foi abafado. Tinha algo que se encaixava entre mim, Laerte e Glauco", conta Angeli.

 

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