Publifolha
27/07/2007 - 16h36

Veja como lidar com os enjôos típicos da gravidez de sua mulher

da Folha Online

Informações médicas de situações típicas de uma gravidez, orientações e descrições bem-humoradas.

Divulgação
Capa: "O Manual do Grávido", da Publifolha
Capa: "O Manual do Grávido", da Publifolha

O livro "O Manual do Grávido", da Publifolha, inspira os futuros pais e transforma essa fase em uma das mais agradáveis da vida.

O volume traz todas as etapas da gestação, destaca o desejo de ter um bebê, o pré-natal, as mudanças que a mulher enfrenta, os primeiros contatos com a criança, os preparativos e o parto.

Leia um trecho do livro que trata de um problema muito comum enfrentado pelas mulheres gestantes: o enjôo.

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Frescuras Dela?

É a sua mulher que está fisicamente grávida (você não sabe como tem sorte de não ser você). Além da sensação nova de que há um ser crescendo dentro de si, ela passa por uma série de transformações fisiológicas. Vai mudar de dimensões, de peso, de metabolismo.

Essas alterações inusitadas que ocorrem no corpo da mulher provocam alguns efeitos colaterais efeitos reais que parecem, mas não são "frescuras" dela. Há casos, por exemplo, de alergia a objetos comuns, como anéis e relógios, que nunca se tinham manifestado.

Se você conhecer esses efeitos de antemão, vai poder lidar melhor ou aprender a conviver com eles. Em qualquer dos casos, será mais fácil ser compreensivo e solidário com ela, funções básicas do grávido. Nunca é demais lembrar: ajude-a a atravessar esse período de desconforto físico.

A seguir, você verá uma lista de sintomas comuns na gravidez, junto com uma explicação sobre o que os causa e algumas maneiras de combatê-los. Nem todas as grávidas passarão por todas essas alterações, e outras, menos comuns, não são citadas. O objetivo é orientar o casal grávido a sobreviver de maneira agradável às mais freqüentes mudanças impostas pela gestação.

ENJÔOS- Creia, o enjôo não é um mito. Náuseas e vômitos estão entre os efeitos colaterais mais comuns da gestação. Afetam cerca de 70% das grávidas, em maior ou menor intensidade. A causa provável são os hormônios, que provocam um relaxamento dos músculos lisos (aqueles que você não controla voluntariamente, como os do estômago e do intestino).

Isso provoca uma diminuição da velocidade com que a comida transita pelo sistema digestivo. Embora seja útil, pois há mais tempo para o organismo absorver o alimento e passá-lo ao feto, essa diminuição causa náuseas (ou enjôos) e, eventualmente, vômitos. Algumas mulheres podem apresentar também um aumento da salivação. Para sorte dela (e sua), esse enjôo costuma durar somente os três primeiros meses.

Os enjôos ocorrem mais pela manhã, assim que ela acorda. Mas podem vir a qualquer hora e provocar situações embaraçosas, pois são comumente acompanhados de ânsia de vômito ânsia que se materializa com freqüência. Infelizmente, a mulher não enjoa somente em casa, perto do banheiro. Pode acontecer em qualquer lugar.

O que fazer? Se sua mulher está entre as 30% de felizardas que não têm enjôo, levante as mãos para os céus e agradeça. Se não, aqui vão alguns conselhos:

- Já que não dá para combater a causa, procure combater fatores que propiciam o enjôo e o vômito. Evite que sua parceira fique com o estômago muito cheio ou muito vazio. Oriente-a a comer refeições menores e mais freqüentes ao longo do dia, mesmo sem estar com fome. Pergunte a seu médico quais são os alimentos de mais fácil digestão.

- Pode ser prudente evitar que ela tenha contato com cheiros fortes de comida, muitas vezes despertam o enjôo. Não cozinhe nada de aparência muito "assustadora". Cuidado ainda com restaurantes de culinária exótica. Isso é meio caminho para uma noitada inesquecivelmente trágica.

- Normalmente, ela logo percebe que tipo de comida ou bebida lhe causa enjôo. Isso varia muito de mulher para mulher. O corpo pode estar simplesmente se defendendo de alimentos indesejáveis durante a gravidez. É comum, por exemplo, que ela perca o desejo por bebidas alcoólicas, pouco apreciadas pelo feto. Nunca a force a comer ou beber o que ela não queira. Pode acontecer de ela pedir um prato muito desejado e subitamente perder a vontade de comer só de vê-lo ou sentir o cheiro dele. Não é frescura. As aversões a certos alimentos podem durar até o final da gravidez.

- Como ela não pode conter a vontade de vomitar, prepare-se para não ficar tanto tempo no banheiro, se vocês não tiverem mais de um. Se você é daqueles intransigentes leitores-de-privada, lembre-se de que as conseqüências de fazê-la esperar podem ser catastróficas. E possivelmente é você quem terá de limpar.

- Algumas mulheres já descreveram esse tipo de enjôo como sendo muito parecido com o enjôo de mar. Se você já sentiu isso, sabe como é. Assim, se realmente não puder ajudar, pelo menos não chateie. E deixe-a enjoar e vomitar em paz. Normalmente, as mulheres preferem fazer isso sozinhas, sem platéia.

- Pode ser bom ter à mão um saco de vômito, como aqueles de avião, para quando não houver um banheiro por perto. É mais prático do que ter de limpar o carpete.

CASOS "SUSPEITOS" DE ENJÔO - Em situações particularíssimas, pode parecer que
sua mulher está se enjoando de você. Se for este o seu caso, talvez a tabela abaixo possa servir de orientação ou consolo:

Situação dela
- A mulher vomita ao ver o marido
- A mulher não suporta o cheiro do marido
- A mulher "pega trauma" de coisas que causaram enjôo na gravidez

Como Encarar
- Pode ser rejeição inconsciente ou nojo de você. Torça para que a fase passe logo.
- Não espere que ela o mande tomar banho
- Contanto que não seja com você, não é tão grave

Importante: Não a deixe tomar remédios contra enjôo sem orientação médica. Se sua parceira vomitar mais de duas ou três vezes por dia, avise seu médico.

AZIA- É a sensação de que algo queima dentro do peito, causada quando os ácidos que o estômago produz para fazer a digestão dos alimentos escapam e sobem em direção à boca. Esses ácidos irritam o esôfago, tubo que conecta a boca ao estômago. A causa básica é a mesma das náuseas: o relaxamento dos músculos do sistema digestivo. Neste caso, ocorre um relaxamento na "boca" do estômago, onde há um anel muscular que normalmente impede esse refluxo de ácidos gástricos.

A partir da metade da gravidez, há uma nova causa para a azia: o volume aumentado do útero, que força o estômago para cima, comprimindo-o.

O que fazer? Além de medidas que facilitem a digestão (veja acima os procedimentos contra náuseas), procure respeitar a lei da gravidade. Já que o objetivo é evitar que os ácidos gástricos subam para o esôfago, diga para sua parceira evitar posições que propiciem esse refluxo. Por exemplo: na cama, use travesseiros para manter o tronco dela reclinado.

SEIOS MAIS SENSÍVEIS E "PESADOS"- Começam a ocorrer transformações anatômicas nas glândulas mamárias em preparação à função que vão desempenhar na hora da amamentação. Os seios podem até ficar um pouco doloridos.

O que fazer? Deixe as glândulas mamárias dela se preparar em paz para a produção do leite materno, de preferência dentro de um sutiã.

DORES DE CABEÇA- São comuns na gravidez e podem ter várias origens, entre as quais as transformações hormonais do organismo.

O que fazer? Acredite nela. Nessa fase é pouco provável que ela arrume a mais antiga das desculpas, uma dor de cabeça. Não ofereça remédios, nem mesmo aspirina, sem antes falar com o médico. E, se a dor for persistente e acompanhada de outras dores no corpo, procure a orientação dele.

VONTADE FREQÜENTE DE URINAR- Anatomicamente, a bexiga fica encostada no útero. Mas, quanto mais este cresce, já no início da gravidez, menos espaço vai sobrar para a bexiga se expandir e armazenar urina. Sua mulher vai querer esvaziá-la mais vezes. O que fazer? Deixe o banheiro desocupado. Imagine como ela deve se irritar com a necessidade de ir toda hora ao banheiro em casa, em restaurantes, em lojas.

"O Manual do Grávido"
Autor: Humberto Saccomandi e Claudio Csillag
Editora: Publifolha
Páginas: 144
Quanto: R$ 24,90
Onde comprar: Nas principais livrarias, pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Publifolha

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