Publifolha
07/11/2007 - 18h37

MBA compacto ensina a avaliar riscos e gerenciar investimentos em 25 lições práticas

da Folha Online

O momento certo de mudar o investimento realizado não é uma tarefa fácil, tampouco a forma como essa troca deve ser realizada.

Em Gestão de Investimentos - 25 Princípios Para Calcular Riscos e Vantagens, o Ph.D. em economia Robert Taggart ensina que não apenas o VLP (valor presente líquido) mas também características especiais de cada troca devem ser levadas em conta neste momento.

Publifolha/Divulgação
Gestão de Investimentos
Gestão de Investimentos

O livro integra a série Pocket MBA da Publifolha desenvolvida pelos editores de negócios do jornal "The New York Times". Para compilar os títulos, eles contaram com auxílio de renomados especialistas e professores de MBAs (Master of Business Administration) dos EUA.

Taggart presidiu a Financial Management Association (associação de administração financeira, em tradução livre) e é professor de finanças da escola de administração Wallace E. Carroll, da Boston College, uma das mais renomadas instituições de ensino na área de negócios e finanças das américas.

Em linguagem clara e objetiva, Taggart ensina que as peças de um equipamento podem ser substituídas em qualquer momento de sua vida útil. Como exemplo ao leitor, ele fala de um caso de troca de uma impressora por um modelo novo e mais veloz.

Além de Gestão de Investimentos integram a série Pocket MBA os títulos Empresa Global, Expansão Empresarial, Financiamento de Empresas, Liderança e Visão, Marketing e Vendas e Previsão Orçamentária.

Cada título condensa em 25 princípios fundamentais cada tema proposto e oferece recursos para que o leitor saiba como conquistar vantagem competitiva nos negócios.

Leia abaixo trecho do livro Gestão de Investimentos. Nele Taggart aborda o princípio de número 16, o que aborda como e quando trocar o investimento realizado.

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Saiba como e quando trocar de investimento

As peças de um equipamento podem ser substituídas a qualquer momento da sua vida útil. Os administradores precisam decidir quando fazer essa troca e que tipo de equipamento escolher. Embora essas decisões devam ser feitas conforme o princípio do VPL, a troca de investimentos possui características especiais que merecem atenção.

Para começar com um caso simples, suponha que nós temos uma impressora e que estamos pensando em trocá-la por um modelo novo, mais veloz. Para simplificar as coisas, suponha que tanto a impressora antiga quanto a nova chegarão ao fim de sua vida útil no mesmo prazo. Podemos, então, analisar o projeto da troca pelo cálculo de todos os fluxos de caixa associados à nova impressora e subtraindo os fluxos de caixa que teriam ocorrido se tivéssemos continuado a usar a impressora antiga.

O gasto inicial para o projeto da troca é o custo da nova impressora menos o lucro, com os impostos deduzidos, da venda da máquina antiga. Se ambas executam exatamente o mesmo trabalho, não precisamos considerar as receitas brutas do projeto, pois elas serão idênticas quer façamos ou não a troca, mas os custos operacionais podem ser diferentes. Se a impressora nova for mais rápida, isso pode resultar na diminuição dos custos com mão-de-obra, por exemplo. Além disso, as proteções tributárias para a depreciação anual em relação às duas impressoras podem ser diferentes. Por último, no final do projeto, recebemos todo o lucro, com impostos descontados, da venda da nova impressora menos o que teríamos recebido com a venda da antiga. Se o valor presente líquido das diferenças desse fluxo de caixa for positivo, a troca valerá a pena.

Mas é preciso considerar mais alguns itens. A troca da impressora antiga agora pode ser melhor do que deixá-la funcionando até o fim de sua vida útil; mas pode ser melhor ainda esperar e trocá-la mais tarde. Esse seria especificamente o caso quando existe mudança tecnológica rápida e espera-se o lançamento, em breve, de impressoras mais baratas e com custo operacional mais baixo.

Uma segunda complicação é que a nova impressora talvez tenha uma vida útil diferente da antiga. E mais: talvez tenhamos mais de uma opção para a troca do equipamento, e cada uma das opções também pode ter vida útil diferente. Uma técnica conveniente para lidar com esse problema consiste em calcular o valor presente de todos os fluxos de caixa futuros associados a cada uma das possibilidades. Podemos, então, calcular o pagamento de uma anuidade que tenha o mesmo valor presente e o mesmo tempo de vida do equipamento em questão. Comparar os pagamentos anuais das diferentes impressoras disponíveis equivale a comparar custos anuais que desembolsaríamos para trocar cada máquina por um modelo similar, indefinidamente.

Essa comparação levanta mais uma questão: a das opções ocultadas. Talvez estejamos pensando em duas possíveis máquinas para fazer a troca, uma com vida útil mais curta do que a outra. Se estamos em meio a rápidas mudanças tecnológicas, a impressora de vida mais curta carrega consigo a opção de mudar para outra mais nova, melhor, assim que for lançada no mercado. É claro que os caminhos futuros da tecnologia são difíceis de prever. Ainda assim, é importante ficar atento à opção potencialmente valiosa quanto a mudanças tecnológicas que possam ser inerentes a equipamentos de curta duração.

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Gestão de Investimentos - 25 Princípios Para Calcular Riscos e Vantagens
Autor: Robert Taggart
Editora: Publifolha
Páginas: 96
Quanto: R$ 19,90
Onde comprar: Nas principais livrarias, pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Publifolha

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