Guia mostra Bordeaux, que reúne vinícolas mais famosas do mundo
da Folha Online
Região que produz alguns dos vinhos mais famosos e caros do planeta, Bordeaux, na França, não se restringe meramente a uma área vinícola mundialmente conhecida. É um império que produz 650 milhões de litros extraídos a partir de cerca de 120 mil hectares de vinhedos.
Clássicos como Château Margaux, Lafite, Haut-Brion e Cheval Blanc, são originários desse local. E detalhe: eles são apenas a "cereja do bolo". A região produz muitos tintos e brancos que conquistaram sommeliers de todo mundo.
| Divulgação |
|
| Sommelier seleciona os melhores vinhos e champanhes franceses |
Essas e outras informações podem ser conferidas em Top 10 Vinhos França da Publifolha. O guia é escrito pelo pelo sommelier chefe francês Vincent Gasnier, uma das maiores revelações do assunto na última década. Gasnier é crítico de degustação com presença em vários programas de TV e possui artigos publicados em revistas especializadas da Europa.
A coleção Top 10 Vinhos foi editada na Europa pela Dorling Kindersley, da Inglaterra. Além dos Itália, a Publifolha traz o volume a respeito dos Estados Unidos e Canadá e Itália
Em formato de guia de bolso, os títulos listam os 10 melhores tipos de vinhos para escolher, comprar, colecionar e experimentar. Com ricas ilustrações de várias partes do país abordado, a publicação traz informações detalhadas a respeito da história do vinho na região, as principais uvas, mapas e produtores mais destacados.
Em Top 10 Vinhos França Gasnier traça o perfil histórico da região de Bordeaux, esmiúça a indústria vinícola e as classificações, entre elas a realizada em 1855 por ordem de Napoleão 3º; que abordou os vinhos tintos da península de Médoc e os brancos de Sauternes, até a realizada em 2006; que lista 13 categorias de châteaux grand cru.
Confira os dez melhores vinhos e champanhes franceses
Confira abaixo trecho do livro. Nele o sommelier mostra que existem 12.500 vinicultores e 57 cooperativas atuantes em Bordeaux, algumas delas ocupando castelos. Segundo Gasnier, as três principais cepas de uvas utilizadas para extrair o vinho são: Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Franc. Combinadas, as três produzem tinto, responsável por 85% da produção local.
*
Bordeaux
Bordeaux não é apenas uma das regiões vinícolas mais famosas do mundo: é um império, com quase 120 mil ha de vinhedos que produzem 650 milhões de litros por ano. A região produz alguns dos vinhos mais afamados e caros do planeta Château Margaux, Lafite, Haut-Brion e Cheval Blanc, para mencionar apenas alguns. E estes são apenas a cereja do bolo.
Os romanos foram provavelmente os primeiros a cultivar vinhas em Bordeaux, mas o comércio vinícola não se desenvolveu ali, de fato, até o século 12. O casamento de Eleanor de Aquitânia com Henrique Plantageneta (mais tarde Henrique 2º da Inglaterra), em 1152, efetivamente passou a região à Coroa inglesa e abriu os portões para o comércio com a Inglaterra. Os laços políticos foram rompidos em 1453, embora o comércio com os ingleses permanecesse, enquanto os outros mercados ultramar de Bordeaux se expandiam.
A Indústria Vinícola em Bordeaux
O vinho é hoje a alma de Bordeaux: há 57 denominações na região, com cerca de 12.500 viticultores, 57 cooperativas, 400 négociants e 130 corretores (que compram e vendem estoques de vinhos). Os numerosos produtores são viticultores a maioria, membros de cooperativas ou châteaux, propriedades vinícolas individuais que não são, necessariamente, castelos. A denominação genérica Bordeaux responde por metade da produção anual; a seguir, vêm as petites appelations, como as Côtes de Bourg, e, finalmente, denominações ilustres como Pomerol e Margaux. Para a maioria dos enófilos, Bordeaux é sinônimo de vinho tinto e, de fato, os tintos correspondem a 85% de sua produção. Eles são feitos combinando-se três cepas principais: Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Franc. Embora sua produção esteja diminuindo, os brancos secos e doces ainda têm papel importante no panorama bordalês. O doce Sauternes é um dos melhores vinhos do mundo, enquanto os brancos secos com acidez pronunciada e agradável melhoraram muitíssimo. Os dois vinhos combinam as cepas StÉmilion, Sauvignon Blanc e, ocasionalmente, um toque de Muscadelle. Os vinhos Bordeaux são classificados segundo uma tabela que reflete seus méritos. Não há, porém, um único sistema de classificação: várias hierarquias diferentes foram criadas em épocas distintas, ao longo dos dois últimos séculos, cada qual com sua própria história e um intrincado conjunto de regras.
A Classificação de 1855
A mais famosa classificação de Bordeaux refere-se aos vinhos tintos da península do Médoc e aos brancos de Sauternes. O sistema foi criado para os vinhos que seriam exibidos na feira Universal de Paris em 1855 por determinação do imperador Napoleão 3º. O Syndicat des Courtiers de Bordeaux classificou os vinhos baseando-se em décadas de estatísticas comerciais. Sessenta châteaux do Médoc e um (o Château Haut-Brion) da região de Graves foram ordenados numa escala de cinco níveis diferentes (do premier cru ao cinquième cru, ou do primeiro ao quinto vinhedo) de acordo com seu valor comercial. Do mesmo modo, 26 châteaux em Sauternes e Barsac foram classificados como premier ou seconde cru, tendo o Château d'Yquem sido destacado como premier cru supérieur. A lista só mudou uma vez: em 1973, o Château Mouton-Rothschild foi promovido de seconde a premier. A classificação ainda é um bom instrumento de indicação de qualidade, embora alguns châteaux mereçam seu status mais do que outros o que, geralmente, é indicado pelo preço dos seus vinhos.
Os Crus Bourgeouis do Médoc
Depois de uma revisão de todas as propriedades, uma nova classificação dos crus bourgeois na península do Médoc foi anunciada em 2003, por um comitê de especialistas. Essa classificação teve início como de forma de promoção, nos difíceis anos de recessão da década de 1930, e hoje tem 247 châteaux listados. Vale basicamente para as propriedades localizadas em uma das oito denominações do Médoc que foram omitidas da classificação de 1855. Hoje, a classificação é mais estruturada e implica certo nível de qualidade, mas ainda é um veículo para châteaux menos conhecidos. O sistema de classificação possui três categorias amplas: crus bourgeois exceptionnels (9), crus bourgeois supérieurs (87) e crus bourgeois (151).
A Classificação de Graves
A classificação de Graves foi compilada pela primeira vez em 1953, pelo Institut National des denominações d'Origine (INAO), e atualizada em 1959. Possui uma única categoria, o Graves cru classé; os châteaux são classificados por seus vinhos tintos, brancos ou por ambos. Todos os 16 châteaux selecionados se localizam na AOC Pessac-Léognan.
A Classificação de St-Émilion
A originalidade desta classificação é o fato de que é revisada a cada dez anos. A primeira edição é de 1955, e a mais recente, de 2006. Tem duas grandes categorias, premier grand cru classé e grand cru classé. Treze châteaux atualmente são classificados como premiers grands crus. Os châteaux Ausone e Cheval Blanc têm uma distinção adicional, o status "A"; os demais possuem status "B". Existem 55 grands crus classés.
*
Acompanhe as notícias da Folha Online em seu celular: digite wap.folha.com.br.
Top 10 Vinhos França
Autor: Vincent Gasnier
Editora: Publifolha
Páginas: 160
Quanto: R$ 39,90
Onde comprar: nas principais livrarias, pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Publifolha
Leia mais
- Guia de bolso mostra os dez melhores vinhos e champanhes franceses
- Cabernet Sauvignon responde por um quarto da produção de vinhos dos EUA
- Livro detalha os principais vinhos dos EUA e Canadá
- Veja quais são os melhores produtores de vinhos do noroeste da Itália
- Sommelier apresenta os dez melhores vinhos da Itália em livro
Especial
