Publifolha
14/11/2007 - 09h53

MBA compacto ajuda empresário na decisão de abrir o capital da empresa, leia capítulo

da Folha Online

Os empresários que visam expandir seus negócios constantemente deparam-se com dúvidas. Um dos dilemas que muitos enfrentam é com relação à abertura do capital da empresa. O livro Expansão Empresarial responde a esta e outras questões.

Divulgação
Expansão Empresarial 25 Princípios Para Crescer com Sucesso Kathleen R. Allen
Expansão Empresarial 25 Princípios Para Crescer com Sucesso Kathleen R. Allen

O título integra a série Pocket MBA da Publifolha. A série foi desenvolvida pelos editores de negócios do jornal "The New York Times". Para compilar os títulos, eles contaram com auxílio de renomados especialistas e professores de MBAs (Master of Business Administration) dos EUA.

O volume, escrito pela Ph.D Kathleen R. Allen, cita exemplos de empresas que abriram seu capital, além de mostrar as vantagens e desvantagens deste processo. Uma das sugestões dadas pelo livro é de consultar pessoas que já passaram por este processo. Dentre as características abordadas pela autora estão: o alto culto, o grande consumo de tempo, a necessidade de cumprir requisitos impostos pela bolsa de valores e o impedimento de cumprir metas a longo prazo.

Além de Expansão Empresarial, integram a série Pocket MBA os títulos Empresa Global, Gestão de Investimentos, Financiamento de Empresas, Liderança e Visão, Marketing e Vendas e Previsão Orçamentária.

Cada título condensa em 25 princípios fundamentais cada tema proposto e oferece recursos para que o leitor saiba como conquistar vantagem competitiva nos negócios.

Leia abaixo trecho do livro Expansão Empresarial. Nele Kathleen Allen, aborda o princípio de número 22, que fala sobre a decisão de abrir ou não o capital da empresa.

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Abrir ou não abrir o capital da empresa? Não é uma decisão fácil

No mundo dos negócios nada supera uma oferta pública inicial (IPO, do inglês Initial Public Offering) em termos de excitação e sensação de poder absoluto. Nos dias de hoje, com empresas de internet como Geocities.com e Amazon.com atraindo milhões de dólares de investimento em capital e atingindo bilhões de dólares em valor de mercado, certamente o interesse em realizar uma IPO está em alta. Para alguns empreendedores de sorte, foi a maior aventura de suas vidas. Mas para outros abrir o capital foi um erro imenso, um absoluto desastre.

Em 1996 a Smed International, empresa fabricante de móveis de escritório situada na cidade canadense de Calgary, Alberta, abriu o capital e levantou US$ 42 milhões em apenas um dia. No entanto, quatro meses depois o preço da ação caiu de US$ 20 para US$ 5 devido, principalmente, à crise financeira asiática e à redução das vendas internacionais. Na esteira da demissão de 350 funcionários, os investidores ficaram irritados e, repentinamente, os US$ 42 milhões levantados pela Smed tornaram-se uma tremenda carga para a empresa. Esse exemplo reflete talvez o aspecto mais negativo de uma abertura de capital.

Nos Estados Unidos, depois que a comissão que regula a bolsa de valores tornou mais fácil e menos onerosa a abertura de capital para pequenas empresas, muitas delas resolveram se aventurar. Trata-se de uma enorme fonte de capital a juro zero, para financiar crescimento e expansão, pagar dívidas bancárias ou para o desenvolvimento de produtos. Uma empresa aberta desfruta de prestígio dentro do seu segmento e tem mais facilidade para levantar dinheiro por meio de novas ofertas públicas ou pela tomada de empréstimos garantidos por suas ações. Uma empresa aberta também tem mais facilidade para atrair executivos de destaque, pois pode oferecer a eles opções de ações.

Ainda assim, existem algumas desvantagens que os empresários precisam considerar atentamente. As estatísticas sobre a taxa de sucesso de empresas abertas são moderadas. Na década de 1980, 3.186 companhias norte-americanas abriram o capital, mas apenas 58% continuam registradas em uma das várias bolsas de valores. Além disso, apenas um terço delas possui ações avaliadas acima do preço de lançamento, conforme observa Gary D. Zeune em "Ducks in a Row: Orchestrating the Flawless Stock Offering" (Corporate Cash-flow, fevereiro de1993).

Abrir o capital é um processo de alto custo. Freqüentemente supera os US$ 300 mil, sem considerar uma comissão de 7% a 10% para quem subscreve as ações. Trata-se também de uma iniciativa que consome bastante tempo. Muitos executivos relatam que gastam a maior parte da semana durante quatro a seis meses preparando-se para a oferta de ações de suas empresas.

Depois que a empresa abre o capital, tudo o que faz torna-se informação pública, até mesmo os seus relatórios financeiros anuais. A companhia precisa também cumprir uma série de requisitos impostos pela comissão que regula a bolsa de valores. Por último, uma empresa aberta vive sob extrema pressão para apresentar um desempenho satisfatório no curto prazo, a fim de satisfazer os investidores com uma quantidade substancial de dividendos. A necessidade de apresentar ganhos imediatos pode impedir que a empresa alcance suas metas de longo prazo.

Abrir o capital é uma decisão crucial, que envolve sérias conseqüências. Qualquer empresário que esteja planejando adotar essa estratégia deve procurar o aconselhamento de outros que passaram pela mesma experiência, para pesar os prós e os contras com bastante cuidado. Se a manutenção da cultura corporativa e das metas de longo prazo são aspectos
importantes para você, talvez seja melhor procurar por investidores privados em vez de abrir o capital.

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Expansão Empresarial - 25 Princípios Para Crescer com Sucesso
Autor: Kathleen R. Allen
Editora: Publifolha
Páginas: 88
Quanto: R$ 19,90
Onde comprar: Nas principais livrarias, pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Publifolha

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