Veja técnicas para ajudar o bebê a se acalmar
da Folha Online
Muitas vezes os pais se vêem perdidos, sem saber o que fazer para acalmar o bebê que chora sem parar.
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| Guia ilustrado ensina a entender os gestos dos recém-nascidos |
O livro Linguagem do Bebê, da Publifolha, ensina diversas técnicas para acabar com o choro e deixar a criança mais tranqüila.
O título sugere que, primeiramente, os pais tentem deixar o pequeno se acalmar sozinho e depois utilizem as técnicas citadas.
Veja abaixo as maneiras de tranqüilizar o bebê (e os pais).
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Como ajudar o bebê a se acalmar
Ao mesmo tempo que os pais devem ficar atentos para aquelas situações que provocam desconforto, convém que prestem atenção para ver se o bebê consegue se acalmar sozinho. Ajudar o bebê a descobrir e usar seus próprios recursos para se controlar, mesmo que seja com pequenas bobagens nas primeiras semanas, vai prepará-lo para os tempos vindouros. Alguns bebês, por exemplo, consideram reconfortante chupar o dedo, mas nem sempre é fácil encontrar o dedo. Nesse caso, os pais podem ajudar o bebê, ajeitando-o de modo que os dedos fiquem perto da boca e a criança possa escolher qual vai sugar. Outros bebês acalmam-se observando alguma coisa, como uma superfície desenhada. Se ela for colocada dentro do campo visual do bebê, ele poderá procurá-la com o olhar e se acalmar.
Técnicas para reconfortar
Há bebês que exigem pouquíssima atenção para se acalmar quando começam a ficar aflitos, e o simples som de uma voz familiar pode ajudar. Às vezes, outros sons também funcionam, como uma cantiga cadenciada ou até ruídos domésticos de baixo volume, como o da máquina de secar roupas. No entanto, a maioria dos bebês precisa de um pouco mais de atenção se começar a chorar. Se a criança sente desconforto porque está cansada, então mantê-la deitada no colo, embalada por uma cadeira de balanço, pode ajudar. O balanço mais intermitente, com o bebê em pé no colo, funciona melhor quando ele está aflito, mas bem acordado. (É importante notar que o embalo muito vigoroso é perigoso para o bebê e pode ter o mesmo efeito no cérebro que uma sacudida.) Alguns bebês reagem apenas a uma combinação de diversos tipos de atenção, como o embalo levemente cadenciado acompanhado de uma canção de ninar.
Contudo, isso não significa que quanto mais atenção for dada, maior será a chance de o bebê se acalmar. Certos bebês, em especial os sensíveis, não suportam muito estímulo, mesmo que um pouco antes eles estivessem se divertindo. E sua reação é melhor se os estímulos são diminuídos e os pais os levam para um quarto sossegado, à meia-luz. Bebês assim talvez chorem ou choraminguem um pouco até se acalmar, mas se aquietarão mais depressa na ausência de estímulos do que se forem embalados.
À medida que o bebê se desenvolve, mudam também as estratégias que os pais empregam para lidar com a criança que chora. A partir dos três meses, se as rotinas diárias, como a alimentação, os preparativos para dormir e as trocas de fraldas, forem atos previsíveis para o bebê, ele será capaz de antecipar o que virá depois. Isso o ajudará a enfrentar melhor as situações que achava desagradáveis e ele passará a suportar pequenas demoras na reação dos pais. Quando os pais ajustam o ritmo de suas reações à capacidade que o bebê tem para tolerar as demoras e fornecem ao filho uma estrutura previsível e confiável das rotinas diárias, estão ajudando muito o bebê a desenvolver os próprios recursos para enfrentar a instabilidade dos altos e baixos da vida em família.
"A Linguagem do Bebê"
Autoras: Lynne Murray e Liz Andrews
Editora: Publifolha
Páginas: 176
Quanto: R$ 39,00
Onde comprar: Nas principais livrarias, pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Publifolha
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