Publifolha
03/01/2008 - 08h09

Veja como fazer negócios e trabalhar no Japão

da Folha Online

O "Guia Visual Japão", da Publifolha, apresenta orientações essenciais para quem deseja fazer negócios ou trabalhar no Japão e não quer errar na hora de se apresentar para uma reunião, entregar o seu cartão de visita e convidar os novos contatos para sair.

Confira abaixo essas e outras informações para agir corretamente e obter sucesso no Japão.

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Reprodução
Guia ilustrado roteiro para visitar cada região do Japão
Guia ilustrado ensina como negociar e arrumar emprego no Japão

Fazer Negócios e Trabalhar no Japão

Nos negócios, assim como em diversas outras áreas, o Japão é uma mistura complexa do hi-tech com elementos antigos. As questões práticas são facilmente resolvidas nesta terra caracterizada pela cortesia e pela tecnologia de ponta. Em outros aspectos, no entanto, fazer negócios no Japão constitui um desafio, mesmo para as pessoas mais acostumadas. A estrutura e os hábitos, tão diferentes dos ocidentais, com freqüência ocasionam mal-entendidos.

HÁBITOS DE NEGÓCIOS

As relações comerciais com os japoneses são marcadas pela longa negociação. Isso se evidencia no planejamento das corporações e na lentidão para a tomada de decisões. O emprego vitalício em uma única firma não tem sido mais a norma, mas a empresa constitui ainda uma comunidade ao redor da qual assalariados constroem suas vidas -se você perguntar a alguém o que faz, a resposta não será a profissão, mas a companhia na qual trabalha.
É um sistema difícil para os estrangeiros. As empresas tendem a agrupar-se, oficialmente ou não, em enormes conglomerados industriais (keiretsu), abrangendo uma rede de subsidiárias e terceirizados. O Japão tem reputação de ser protecionista e, embora a situação tenha melhorado, há elevadas taxas de importação sobre produtos industrializados cujos setores o governo deseja proteger, tais como o de mobiliário e o de medicamentos. Exportar não é tão difícil, mas lidar com a papelada de importação e exportação pode tomar tempo. Apesar disso, o esforço de fazer contatos e criar novos relacionamentos pode valer a pena.

INSTALAÇÕES

A maioria dos grandes hotéis tem excelentes instalações para negócios e pode fornecer e-mail e acesso à Internet -muitas vezes direto do próprio quarto-, organizar salas para reuniões e conferências e sugerir intérpretes.
Em listas telefônicas, jornais e revistas de língua inglesa há anunciantes para prestação de serviços executivos. Ligações para fora, incluindo e-mails, são cobradas pela tarifa quase normal, sem sobretaxas exorbitantes. As lojas de conveniência oferecem serviços de fotocópias e fax.

CARTÕES DE VISITA

Conhecidos como meishi, os cartões de visita constituem parte essencial das transações comerciais e sociais no Japão. São importantes para informar não apenas o nome, mas também o status de seu portador. Fique atento, pois os cargos japoneses podem não equivaler aos ocidentais.
Imprima uma boa quantidade de cartões de visita, de preferência escritos em inglês de um lado e japonês do outro. Grandes hotéis e lojas de departamentos muitas vezes oferecem esse serviço de um dia para outro. A Japan Airlines também dispõe de um serviço desses a bordo.
O estilo do cartão não importa, mas evite cantos arredondados, que eram usados por gueixas e outras mulheres no mundo do entretenimento.
Os cartões devem ser tratados com respeito: ao encontrar alguém pela primeira vez, ofereça seu cartão com ambas as mãos e diga seu nome claramente; então entregue-o com a mão direita e receba o cartão que for destinado para você com a mão esquerda. Durante uma reunião, mantenha o cartão na sua frente. Esquecer o cartão ou guardá-lo no bolso, onde poderia ser amassado, são gestos interpretados como desrespeito.

NEGOCIAÇÃO

Paciência e bons modos são o segredo da negociação no Japão. Os japoneses acostumados a tratar com estrangeiros fazem concessões aos modos ocidentais, mas para ter mais chances de sucesso vale a pena agir de acordo com as expectativas dos japoneses.
Mesmo no calor, evite vestir-se informalmente demais; chegue às reuniões no horário marcado, ou antes; fale com respeito; e no início recuse o assento de honra (o mais distante da porta).
Pequenos presentes e convites para ir a um bar, ou outras formas de entretenimento, fazem parte do sistema de negociação, fortalecendo os contatos pessoais. Isso é um traço cultural e não deve ser entendido como suborno. As empresas japonesas tomam decisões por consenso: por isso, algumas propostas vagas podem ser úteis. Para minimizar a confusão lingüística, é essencial falar com simplicidade.
Fique ciente, no entanto, de que você não ouvirá um "não" claro, mesmo que seja o caso. Discussões sobre dinheiro em geral são deixadas por último e não devem ser abordadas abruptamente.

ENTRETENIMENTO

Entreter-se com os novos contatos é essencial: há pouca chance de criar um bom clima de trabalho se você não estabelecer uma relação no bar ou em um jogo de golfe. Espere que os japoneses façam o convite - em geral, a pessoa que convida paga. Se quiser retribuir a gentileza, mas não souber onde levar as pessoas, pergunte a elas ou escolha um bar de hotel (onde os preços são marcados com clareza).
A conversa pode ser sobre negócios, mas apenas superficialmente. Os japoneses consideram normal ficar um pouco embriagado, e palavras ditas nessas circunstâncias em geral não são levadas a sério.
Embora o mundo do entretenimento nos negócios seja em grande parte masculino, mulheres estrangeiras são tratadas como homens honorários e não encontram problemas.

ONDE ACHAR TRABALHO

Encontrar trabalho no Japão não está tão fácil como nos anos 1980. Ensinar inglês
-o que em geral exige graduação universitária e, às vezes, uma qualificação como a TEFL (Teaching English as a Foreign Language)- é hoje uma das alternativas.
O programa JET (Japan Exchange and Teaching) envia graduados com menos de 35 anos para trabalhar no Japão-no início por um ano, às vezes dois ou três-, e conta com mais de 5 mil participantes de 34 países a cada ano. Para mais detalhes, contate a embaixada japonesa no Brasil.
Nas últimas décadas, brasileiros com ascendência japonesa obtiveram empregos em indústrias e empresas nipônicas. Os dekasseguis, como são chamados, recebem um visto específico que lhes garante um tempo maior de permanência no Japão.

VISTOS

Permanecer no Japão por longo tempo requer a solicitação ou de um visto de trabalho (com o compromisso de trabalhar um ou dois anos para a mesma empresa) ou de um visto de estudante (que permite trabalhar meio período). Embora haja um desestímulo oficial, às vezes é possível entrar no Japão como visitante temporário e então encontrar um emprego ou fazer um curso.

ACOMODAÇÕES DE LONGO PRAZO

Podem-se achar apartamentos com aluguéis próximos aos dos praticados no Ocidente, mas com muito menos espaço e custos iniciais extremamente altos. Opções mais baratas incluem as "casas gaijin", acomodações para estrangeiros que vão de agradáveis apartamentos compartilhados por três ou quatro pessoas até albergues imundos com 20 pessoas dividindo a cozinha.
Outra opção é o aluguel mensal ou semanal de apartamentos que custam o mesmo ou menos que um hotel barato -assemelham-se a um apartamento normal mas requerem pouco ou nenhum depósito. Na descrição, são medidos pelo número de tatames que comportam. Podem ser, por exemplo, "2DK" - dois quartos, uma sala, uma cozinha.

"Japão"
Autor: Dorling Kindersley
Editora: Publifolha
Páginas: 408
Quanto:R$ 92,00
Onde comprar: Nas principais livrarias, pelo telefone 0800-140090 ou no site da Publifolha

Livraria da Folha
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