Publifolha
07/05/2008 - 23h50

Conheça as origens do judaísmo

da Folha Online

Divulgação
Livro traz história, tradições e fundamentos das principais crenças
Livro traz história, tradições e os fundamentos das religiões

O judaísmo é a crença monoteísta mais antiga que existe. O início da religião se deu com o Êxodo, quando Moisés e os israelitas deixaram o Egito, onde eram escravos do faraó, e foram para o Monte Sinai.

Isto é o que explica o livro "Religiões", da Publifolha. O título traz informações sobre a origem, o desenvolvimento histórico, as pessoas santas, os textos, as datas religiosas e a relação das principais religiões com a sociedade atual.

Leia abaixo trecho do livro que explica as origens do judaísmo.

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JUDAÍSMO

Com cerca de 13 milhões de seguidores, o judaísmo é hoje a menor das religiões mundiais. Contudo, teve uma influência e uma distribuição geográfica inversamente proporcionais ao seu tamanho. Suas origens remontam à religião de Estado do antigo reino de Judá, que se extinguiu em 586 a.C..Os judeus sobreviventes enfrentaram o desafio de adaptar sua religião nacional a uma comunidade exilada dispersa entre o Egito e a Mesopotâmia. Seu sucesso é indicado pelo próprio desenvolvimento do judaísmo e pela profunda influência formativa dessa religião sobre duas outras grandes crenças, o cristianismo e o islamismo.

A Diáspora ("dispersão") ocorrida depois de 586 a.C. levou o judaísmo para quase todos os cantos do mundo, e a religião desenvolveu-se sob a influência das culturas que a abrigaram. A influência foi recíproca, porque os judeus atuaram como grandes transmissores de conhecimento. Por exemplo, a erudição árabe e da Grécia antiga que os judeus sefarditas levaram consigo quando foram expulsos da Espanha foi uma importante centelha para o Renascimento europeu.

Como religião, o judaísmo tem três elementos essenciais: Deus, a Torá e Israel. É considerada a crença monoteísta mais antiga, e seus adeptos acreditam num Deus universal e eterno, criador e soberano de tudo o que existe. Deus estabeleceu uma relação especial, ou aliança, com um povo, os judeus, ou Israel, e lhe deu a tarefa de ser uma "luz para as nações" (Isaías 49:6). No judaísmo não se imagina que todas as pessoas venham a se tornar judias, mas existe a esperança de que o mundo inteiro reconheça a soberania de um único Deus. Em troca do zelo divino por Israel os judeus têm o dever de seguir os ensinamentos de Deus, a Torá. Esse é o plano sobre o qual Deus e Israel se encontram. A Torá contém os mandamentos éticos e rituais (mitzvot) cuja observância leva a participar da santidade ética e moral de Deus.

A palavra "Israel" designa uma entidade política histórica, um povo, uma nação, um sistema de crença, um grupo social, uma cultura. Essa falta de uma definição única e clara é uma das razões pelas quais continua havendo tanto debate entre os judeus sobre a questão de quem é judeu. Embora a religião, com suas crenças, modo de vida e rituais, tenha servido de base para a identidade judaica, um papel importante também foi desempenhado por uma consciência histórica compartilhada e uma solidariedade étnica. Ao mostrar o caminho para o futuro que trará a redenção, o judaísmo dialoga permanentemente com sua história.

O passado lendário, registrado nos primeiros livros da Bíblia, forneceu um sentimento de identidade comum entre elementos tribais díspares. De acordo com o relato bíblico, Deus, que criou o céu e a terra, fez um acordo pessoal com Abraão, um nômade sem pátria vindo da Mesopotâmia. Em recompensa pela fé de Abraão, Deus lhe prometeu uma pátria em Canaã - a terra futura de Israel - e numerosa descendência. Abraão teve um neto, Jacó (a quem Deus renomeou como Israel), que com seus filhos e respectivas famílias foi para o Egito fugindo da fome. Eles serviram ao faraó, mas seus descendentes tornaram-se escravos até que Deus os libertou. Comandados por Moisés, os israelitas deixaram o Egito (fato conhecido como Êxodo) e foram para o monte Sinai, onde fizeram uma aliança eterna com Deus. Na tradição judaica foi esse o evento formativo da história dos judeus e o nascimento do monoteísmo. Mas os israelitas demonstraram falta de fé e foram condenados a vagar no deserto durante 40 anos antes de entrar na terra prometida de Canaã.

As pressões dos primitivos habitantes de Canaã e dos recém-chegados filisteus forçaram as 12 tribos de Israel a se unir, relutantes, em torno de uma monarquia. O primeiro rei, Saul, foi sucedido por Davi e Salomão; este inaugurou uma era de ouro que desde então se tornou o centro das aspirações judaicas. Devido a transgressões posteriores, Deus puniu os judeus com a perda de seu santuário nacional e de sua pátria. Contudo, eles mantêm a esperança de que o arrependimento sincero leve à restauração de sua relação com o divino.

Com muita freqüência a história dos judeus foi apresentada como uma litania de desastres. Desde o período helenístico (330-63 a.C.) a diferenciação dos judeus foi muitas vezes objeto de zombaria e incompreensão. Os governos muçulmanos perseguiram os judeus algumas vezes, mas a Europa cristã fez do antijudaísmo uma questão de política comum. Para uma crença ainda abalada pelos efeitos da perseguição nazista (1933-45), a focalização no sofrimento judeu é compreensível, mas constitui uma base precária para assentar uma identidade. Por essa razão, há entre os judeus uma tendência a acentuar os aspectos positivos da sua cultura. Tem-se dado mais atenção às grandes criações literárias: a Bíblia, o Talmude, poesia, filosofia, teologia e ética. Esse é um período de grande criatividade, em que muitos judeus que antes não eram praticantes estão redescobrindo a alegria de viver uma vida judaica.

Um fator importante na redescoberta de um "judaísmo positivo" foi a criação do Estado de Israel. Questões políticas e a preocupação de definir o judeu e o judaísmo são inegavelmente fontes de tensões entre Israel e as comunidades da Diáspora. Freqüentemente mais preocupado com questões existenciais, o judaísmo agora está suficientemente confiante para se voltar para temas internos de importância étnica e religiosa.

Religiões
Autor: Michael D. Coogan
Editora: Publifolha
Páginas: 288
Quanto: R$ 59,90
Onde comprar: nas principais livrarias, pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Publifolha

Comentários dos leitores
Ehud Olmert já sai tarde. Um dos mais combalidos Ministros de Israel desde 1948.
Temo pelas novas gerações de políticos que estão chegando, que não fomentam o mesmo sentimento patriótico como foram os de G.Meir, Gurion, Begin, e outros.
Creio que daí para frente o sentimento genuino patriótico Israelense se manifestará no seio dos judeus ortodoxos. Serão eles que manterão firme a convicção de que o Israel moribundo, ou nômade acabou.
Desde a antiguidade a fé judaica nunca esteve tão forte como nesses últimos dias.
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Correções:
(...) FORTALECE (...) e ( ... ) MAIOR número de vítimas...
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Tudo o que começa errado acaba errado.
...
Assim, este atual governo de Israel, certifica a todos que a guerra contra o Líbano em 2006, foi totalmente desnecessária, ceifando vidas e destruindo famílias de ambos os lados.
Receberam seus dois soldados mortos e libertaram um assassino frio que em 1979 matou o pai a queima roupa e sua filha esmagou a cabeça com seu rifle contra uma pedra. Uma menina de 4 anos.
..
Agora é recebido no Líbano como um herói, fortale-se a oposição contra Israel e dificulta eventuais e futuros acordos de paz.
Triste fim para ambos os lados, mas nessa Israel levou a pior, embora o número de vítimas tenha sido do lado libanês.
Que venha logo o Messias prometido, para por fim a todos esses flagelos.
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