Publifolha
16/07/2008 - 16h10

Conheça cinco atrações imperdíveis de São Francisco

da Folha Online

Reprodução
Guia apresenta os pontos turísticos e as principais atrações de São Francisco
Guia apresenta os pontos turísticos e as atrações de São Francisco

Ir a São Francisco e não conhecer a Union Square (praça principal), a igreja Mission Dolores e Alcatraz é um verdadeiro pecado. Estes são lugares essenciais para conhecer a cultura da cidade.

O "Rough Guides Directions - São Francisco", da Publifolha, apresenta uma seleção das atrações imperdíveis da cidade e mostra como aproveitá-las ao máximo.

Veja abaixo as informações completas sobre cada uma das atrações.

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Há um punhado de atrações que define São Francisco, seja através da cultura, da animada vida urbana ou da sua herança latina. Mesmo que seu tempo seja curto, é obrigatório visitar essa meia dúzia de locais para entender o coração e a alma da cidade.

Union Square

Uma homenagem aos federalistas que aqui se reuniram às vésperas da Guerra Civil, a praça se deteriorou em anos recentes, virando de sem-teto, mas já está recuperada após a grande reforma de 2003. No centro, as escadas e os passeios adornados com vasos de planta lembram um aconchegante pátio, e nas laterais, altas palmeiras marcam os limites da praça.

No lado leste há um café (Caffè Rulli) espaçoso com muitos lugares para sentar - ideal para uma pausa depois de percorrer as dezenas de lojas ao redor da praça. Esta região é conhecida pelo comércio, especialmente pela grande loja de departamento Macy's que ocupa um quarteirão inteiro no lado sul. Há dois monumentos na praça: no centro ergue-se a coluna coríntia comemorativa da vitória contra os espanhóis na Guerra Hispano-Americana, cuja fama se deve à modelo Alma de Bretteville, que posou escandalosamente nua para a estátua que está no alto. Casada com Adolph Spreckels, o magnata do açúcar, a bela De Bretteville doou o dinheiro para a construção do fantásticomuseu de arte Legion of Honor, em Richmond. Outro ponto de referência na praça é o luxuoso Westin St Francis Hotel situado no lado oeste.

SF Museum of Modern Art

151 3rd St com Mission t415/357- 4000, www.sfmoma.org; sex-ter 11h-17h45, qui 11h-20h45, fechado qua $12,50, $6,25 qui 18h-20h45, grátis primeira ter do mês.

O SFMOMA é tão famoso por seus espaços quanto por suas coleções; o prédio listrado, com a torre central cortada lembrando um ovo cozido branco-e-preto, foi desenhada pelo arquiteto suíço Mario Botta e construída em 1995 ao custo declarado de US$ 62 milhões. No interior, a clarabóia da torre inunda de luz o espaço enquanto você caminha através das passarelas elevadas que interligam os andares superiores.

Embora a bizarra obra de Botta seja inegavelmente impressionante, as outras obras do museu são comparativamente decepcionantes: os destaques são as coleções de fotografias (procure as de Man Ray e Cartier-Bresson), além de uma importante mostra dos favoritos da cult California School como Diebenkorn, Frida Kahlo e Diego Rivera, e algumas peças corrosivas de Pop Art (como a estátua de cerâmica dourada de Jeff Koons, Michael Jackson and Bubbles, por exemplo). É melhor passar mais tempo nas exibições itinerantes, que costumam compensar em brilho artístico a seriedade que falta nas coleções do museu.

Golden Gate Bridge

t415/921-5858, wwww.goldengate.org.

Uma proeza arquitetônica e de engenharia, a ponte Golden Gate levou pouco mais de quatro anos para ser construída e foi aberta ao tráfego em 1937. É a primeira grande ponte suspensa do mundo com um vão de 1.280 metros, projetada para suportar ventos de até 160 quilômetros por hora e um balanço de até 8,2 metros. Sua cor de ferrugem (conhecida como "International Orange") seria originalmente uma base temporária para receber uma aplicação da camada cinza, mas os moradores gostaram tanto que a ponte ficou laranja para sempre - são necessários mais de 5.000 galões de tinta por ano para mantê-la como é. Você pode atravessá-la de carro, de bicicleta ou a pé: o pedágio para os carros que vão para o sul custa US$ 5, mas é muito emocionante pedalar uma bicicleta ao longo de suas torres. Leva cerca de meia hora para atravessar a ponte a pé, desfrutando de uma vista espetacular dos horizontes da cidade e das escarpas de Marin Headlands.

Mission Dolores

3321 16th St com Dolores t415/621- 8203, wmissiondolores.citysearch.com. A Basílica abre diariam. 8h-12h, 13h-16h; a antiga Mission abre diariam. 9h-16h. Doação sugerida de US$ 3.

A construção mais antiga da cidade data de 1791. É uma igrejinha branca de tijolos de adobe que resistiu a dois grandes terremotos e recebeu o nome do dia em que os colonos europeus acamparam aqui (Sexta-Feira da Paixão, após o Domingo de Ramos). A primeira missa foi celebrada em uma cabana de 1776 que já não existe, e marca a fundação oficial de São Francisco. Interiormente, Mission é uma capela simples, com um altar mexicano esculpido no século 18 e placas no chão indicando a sepultura de personalidades locais. Ao lado, no cemitério arborizado estão as tumbas não identificadas de mais de 5.000 índios americanos e os restos mortais de vários moradores notáveis - observe as placas e veja quantos deles são nomes de ruas na cidade. A basílica construída mais adiante, que lembra um bolo em camadas confeitado, é de 1913 e tem pouco interesse histórico.

Alcatraz

415/705-5555, wwww.nps.gov/alcatraz.

A ilha de pedras que se vê do porto é Alcatraz, também chamada "The Rock". Na primeira metade do século 20, esta ilhota de 4,8 hectares foi uma temida prisão de segurança máxima do país e guardava criminosos famosos como Al Capone e Machine Gun Kelly. A Prisão na Pedra era notória pelo isolamento: embora esteja a meros 1,6 km da cidade, as correntes de seis nós da baía são tão fortes que os nadadores mais experientes não conseguem vencê-las (nove homens tentaram, nenhum conseguiu). O governo desativou-a em 1963 por razões financeiras; ao ser reaberta para os turistas alguns anos depois, Alcatraz deixou de ser um ralo de dinheiro para se tornar uma mina de ouro - hoje, recebe 750 mil visitantes todos os anos. Quanto ao nome Alcatraz, é um espanglês derivado de alcatraces, os pelicanos muito comuns na baía quando os colonos europeus aqui chegaram. Uma vez na ilha, os turistas costumam fazer audio-tours de uma hora, que trazem relatos e comentários sobre a vida e os incidentes na prisão, em geral narrados por antigos guardas e internos. Dispense o aborrecido filme introdutório de 12 minutos nas docas - se quiser mais informações, junte-se às conversas ao vivo com os guardas voluntários que acontecem em horários marcados: o tema do dia e os horários estão escritos em um quadro-branco fixado na parede das docas.
A ilha propriamente dita é muito pequena, e as casas caindo aos pedaços que circundam o presídio nos remetem a um antigo porto de pesca no Mediterrâneo - apesar dos muitos e ruidosos avisos federais. Quando se entra, porém, é fácil perceber como era emocionalmente difícil ficar preso em Alcatraz - as celas vazias são pequenas e espartanas, enquanto os cubículos de isolamento ficam negros como breu quando a porta se fecha. Os barcos da Blue and Gold Fleet (t415/773-1188, wwww. blueandgoldfleet.com; US$ 16,50 com audio-tour) saem do Pier 41 a partir das 9h30, o último volta às 16h30. O melhor barco para se tomar é o primeiro, quando a prisão ainda não está cheia de turistas e fica terrivelmente vazia, ou o último, quando o pôr do sol no inverno é deslumbrante. Mas seja qual for o horário que você pretende embarcar, é essencial fazer reserva - marque com, no mínimo, duas semanas de antecedência na alta-estação, e uma semana na baixa-estação.

"Rough Guides Directions - São Francisco"
Autor: Mark Ellwood
Editora: Publifolha
Páginas: 224
Quanto: R$ 39,90
Onde comprar: nas principais livrarias, pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Publifolha