PUBLIFOLHA: Livro infantil conta como foi a viagem de Darwin em Galápagos; leia trecho
da Folha Online
Foi no arquipélago de Galápagos que o cientista Charles Darwin encontrou seu verdadeiro tesouro. Não se tratava de um tesouro de piratas, nem de ouro, mas de um tesouro do conhecimento. Foi a partir das observações que fez nestas ilhas que Darwin pôde criar a teoria da seleção natural, que mudou o mundo.
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| Livro fala para as crianças sobre as descobertas de Charles Darwin |
O livro ilustrado para crianças "Meu Nome É...Charles Darwin" (Publifolha) conta como foi a viagem do cientista pelas ilhas Galápagos e quais as descobertas que ele fez.
O livro integra a coleção "Meu Nome É...", da Publifolha. Com muitas ilustrações e linguagem leve e clara, os livros revelam como foi a vida, a obra e o tempo em que viveram figuras ilustres da história da humanidade. Veja todos os livros da coleção.
Leia abaixo trecho do livro "Meu Nome É...Charles Darwin" que fala sobre a viagem do cientista pelas ilhas Galápagos e saiba mais sobre o livro.
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O Paraíso das Tartarugas, Iguanas e Tentilhões
Em 15 de setembro de 1835, chegamos às ilhas Galápagos. Esse arquipélago fica a menos de 1.000 quilômetros da costa do Equador. É um conjunto de ilhas extremamente interessante, cada qual diferente da outra. Embora o clima, a vegetação e a fauna fossem parecidos, quando olhava atentamente para as espécies encontrava grandes diferenças entre elas. Isso me deixava intrigado: eu me fazia perguntas que não conseguia responder, sobre a vida e a origem das espécies.
Por exemplo: havia tartarugas gigantes com tipos de carapaça distintos conforme a ilha onde viviam. O mesmo acontecia com as iguanas, que eram bem grandes e também diferentes de uma ilha para outra. Mas o que mais me interessava eram os tentilhões.
Os tentilhões das Galápagos eram pássaros pequenos, do tamanho de um pardal, bastante parecidos entre si, mas seus costumes e seu bico eram distintos. No início, não sabia por quê. Observei que cada espécie de tentilhão, em cada ilha, vivia em um meio diferente, que lhe proporcionava uma alimentação também diferente. Havia tentilhões de bico curto e duro que se alimentavam de sementes, outros de bico fino e curvo, que sugavam o néctar das flores de cacto, e outros ainda de bico mais largo, que comiam insetos. Alguns grupos de tentilhões eram muito parecidos com os das espécies continentais, embora essas ilhas de natureza vulcânica fossem muito mais jovens que o continente. Talvez essas diferenças de ambiente e de disponibilidade de alimentos, aliadas ao isolamento geográfico durante muitas gerações, tivessem determinado os hábitos e até mesmo o porte e a anatomia dessas aves.
Mas essa era uma idéia maluca, que supunha que as espécies aproveitavam as mudanças para se adaptar melhor ao meio em que viviam. Ninguém acreditaria em mim. Praticamente todo o mundo achava que os seres vivos foram criados por Deus com uma forma e um tamanho imutáveis; isto é, que as espécies não se transformavam com o passar do tempo. Por isso, não sabia o que pensar. Será que cada grupo de tentilhões se criara separadamente ou, a partir de um grupo inicial, vindo do continente, teria surgido em cada ilha um agrupamento ligeiramente diferente por uma série de circunstâncias? Eu ficava confuso com tudo isso. Seria melhor anotar tudo, colher algumas mostras e deixar para mais tarde essas teorias meio absurdas.
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"Meu Nome É... Charles Darwin"
Autores: Lluís Cugota e Teresa Martí
Editora: Publifolha
Páginas: 64
Quanto: R$ 18,90
Onde comprar: nas principais livrarias, pelo telefone 0800 140090 ou no site da Publifolha
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