Empresas se unem para criar padrões de segurança na internet
da Reuters, em São José (EUA)Algumas das maiores empresas de tecnologia se reuniram para formar a OIS (Organization for Internet Security), a Organização para Segurança da Internet. A entidade pretende estabelecer os padrões de procedimento dos especialistas na hora de alertar empresas e usuários sobre falhas de segurança e vírus.
A iniciativa surgiu por parte de empresas como a Microsoft. Ela se queixa de que os especialistas de segurança não dão tempo suficiente para que as companhias corrijam as falhas antes de tornar o problema público.
Do outro lado, os especialistas dizem que as corporações demoram muito a tomar providências a respeito dos problemas de segurança, e que tornar o problema público é uma forma de proteger os usuários.
Vírus como o Nimda e o CodeRed, que atacavam servidores com sistemas da Microsoft, causaram prejuízos de cerca de US$ 12 bilhões no ano passado, de acordo com a Computer Economics, empresa independente de pesquisa em segurança.
Além da Microsoft, fazem parte da OIS: IBM, Oracle, HP, Sun Microsystems, Compaq, Silicon Graphics, Cisco Systems, Symantec, Network Associates, Internet Security Systems, BindView, Foundstone, Guardent e AtStake.
Um porta-voz do grupo disse que as filiações à OIS não estão finalizadas. Além da formalização da aliança, um grupo de gerentes de rede será formado para definir os padrões em casos de falhas de segurança.
Na quarta-feira passada, uma proposta foi enviada à Internet Engineering Task Force (Força de Engenharia da Internet) pelas empresas Mitre e AtStake. De acordo com a proposta, as empresas teriam dez dias para responder aos alertas de segurança e 30 dias para solucionar o problema.
A formação da aliança chega num momento em que a Microsoft está tentando melhorar sua imagem de vulnerabilidade em relação à segurança, já que seus produtos são os que apresentam maiores falhas.
Em janeiro, Bill Gates, presidente da empresa, enviou um memorando aos 47 mil funcionários da Microsoft pedindo prioridade à questão da segurança, cunhando um novo termo, a "Computação Confiável", que ele diz ser fundamental para o sucesso da estratégia .NET de serviços integrados de internet.
A companhia reconhece que seus problemas de segurança são frequentes, mas diz que a popularidade de seus produtos os faz alvo dos hackers. A empresa costuma alegar também que há uma escolha inevitável entre produzir um software superseguro ou um programa fácil de usar.
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