Acordo de US$ 10 mi encerra caso de pedofilia em Boston
da Reuters, em Boston (EUA)Um importante caso do escândalo sexual que envolve a Igreja Católica Romana terminou hoje, quando uma juíza aprovou um acordo de US$10 milhões entre supostas vítimas de padres pedófilos e a Arquidiocese de Boston.
A Juíza da Corte Superior de Suffolk, Constance Sweeney, expressou simpatia e apoio às vítimas ao assinar o acordo entre a arquidiocese e 86 pessoas que teriam sofrido abusos de padres condenados por pedofilia e do padre exonerado John Geoghan.
Geoghan já está cumprindo uma sentença de prisão de 9 a 10 anos por molestar uma criança. Ele enfrenta pelo menos outro julgamento criminal pelas acusações de ter molestado cerca de 130 menores durante mais de 30 anos de sacerdócio.
Sweeney disse que "sem dúvida" Geoghan estuprou ou abusou das vítimas ou de membros de suas famílias.
"Com o que fizeram, provavelmente salvaram ou protegeram muitas crianças".
Enquanto a juíza falava, Nancy Greenlaw chorava e olhava para uma foto de seu filho, John Brian Greenlaw, que disse ter sido violado por Geoghan quando era garoto.
"Sempre me perguntei porque ele parecia tão assustado nesta foto'', disse ela, ao olhar para o retrato tirado quando o menino tinha 7 anos de idade.
John suicidou-se no ano passado, aos 33 anos, e sempre teve tendências suicidas, disse a mãe.
"Isso não vai trazer meu filho de volta", disse Greenlaw sobre o acordo. "Geoghan pegou 10 anos. Eu 'peguei' a vida toda".
Segundo os termos do acordo, 50 acusadores dividirão US$9,3 milhões. Outros US$540.000 serão divididos entre 20 pessoas. Os US$160.000 restantes serão compartilhados por 16 pessoas.
A taxa do advogado, Mitchell Garabedian, é de um terço, ou seja, US$3,3 milhões.
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