Reuters
06/11/2002 - 15h41

EUA expulsam quatro diplomatas cubanos acusados de espionagem

da Reuters, em Washington

Os Estados Unidos expulsaram quatro diplomatas cubanos, dois em Washington e dois em Nova York, de acordo com informação dada hoje por uma funcionária do Departamento de Estado.

Oscar Redondo Toledo e Gustavo Machín Gómez, primeiro-secretários da seção de interesses em Washington (espécie de embaixada, pois não há relações oficiais), têm dez dias para deixar o país.

Os nomes dos dois cubanos de Nova York, que trabalham na sede da ONU (Organização das Nações Unidas), não foram revelados. Ambos foram "convidados a deixar os Estados Unidos por atividades destinadas a prejudicar os Estados Unidos fora de suas atribuições oficiais" -um aparente eufemismo para espionagem.

A funcionária do governo, que pediu anonimato, disse que a expulsão dos diplomatas foi uma resposta às atividades de Ana Belén Montes, ex-funcionária do serviço secreto norte-americano, condenada em outubro a 25 anos de prisão por espionar para Cuba.

Montes, que analisava informações sobre Cuba para a Agência de Inteligência da Defesa, confessou que durante 17 anos forneceu dados ao regime comunista cubano, pelo qual nutre simpatia.

Cidadã norte-americana de origem porto-riquenha, ela disse que se opõe à política de Washington para Cuba e queria ajudar na defesa da ilha.

A última vez que os EUA expulsaram um diplomata cubano foi em fevereiro de 2000, após a prisão de um funcionário do serviço norte-americano de imigração que acabou sendo condenado a cinco anos de prisão por revelar segredos de Estado aos cubanos.

A funcionária do Departamento de Estado pediu ao governo cubano que "garanta que não haverá episódios similares ou novas ações no futuro contra os interesses dos Estados Unidos; a questão Montes é extremamente séria".

 

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