Chega a 15 número de mortos após passagem de ciclone em Fiji
da Reuters, em SuvaPelo menos 15 pessoas, nove das quais da mesma família, morreram nesta semana em consequência da passagem do ciclone Ami pelo arquipélago de Fiji (Pacífico Sul), disseram autoridades e sobreviventes hoje.
O inspetor de polícia Unaisi Vuniwaqa afirmou que cinco corpos deram entrada no hospital de Labasa, um balneário onde vivem 20 mil pessoas. A ilha de Vanua Levu (norte do país), onde fica Labasa, foi a mais afetada pela tempestade, que na terça-feira (14) chegou a ter ventos de 185 quilômetros por hora.
Vuniqawa disse que entre os mortos está uma menina de dois anos, arrancada dos braços de sua mãe pela força do vendaval e das chuvas.

Numa casa nos arredores de Labasa, nove pessoas de uma família morreram quando tentavam escapar da inundação. Outros quatro parentes sobreviveram.
"De repente entrou um monte de água e toda minha família foi arrastada", disse Kissum Dutt, 62, da aldeia de Korotari, à televisão local. "Foi preciso muita coragem para nadar ali. Eu me agarrei em galhos e, dez quilômetros mais para baixo, consegui me salvar segurando um árvore junto ao rio."
Vuniqawa disse que o número de vítimas ainda pode aumentar, dependendo das informações que chegarem dos atóis baixos no sudeste do país. No norte e no leste de Fiji, o ciclone causou prejuízos de milhões de dólares, destruindo lavouras de cana e deixando uma camada de até 1,2 metro de lama nas ruas das cidades.
Sobreviventes reclamam da falta de comida e água, enquanto as autoridades temem um surto de dengue e outras doenças transmissíveis por mosquitos.
Esse foi o segundo ciclone no Pacífico Sul em duas semanas. O anterior, chamado Zoe, era muito mais forte e atingiu as remotas Ilhas Salomão, com ventos de até 300 quilômetros por hora.
Depois de passar por Fiji, o Ami seguiu ontem para Tonga, onde provocou poucos inconvenientes.
Especialistas dizem que, devido ao fenômeno El Niño, a região deve ter uma temporada de ciclones muito ativa neste ano.
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