EUA não sabem como lidar legalmente com líderes iraquianos presos
da Reuters, em WashingtonCom mais de uma dúzia de autoridades iraquianas importantes sob custódia, os Estados Unidos estão debatendo qual a melhor forma de lidar com eles e outros suspeitos, em um processo legal que -segundo autoridades e especialistas- pode ser longo e complicado.
Curdos e outros grupos oprimidos pelo regime deposto de Saddam Hussein, kuaitianos com reclamações referentes à Guerra do Golfo de 1991 e iranianos que desejam retribuição da guerra Irã-Iraque (1980-88), estão entre os que devem unir-se aos EUA em sua demanda por justiça.
"A parte complicada para os americanos será desenhar um processo legal que deixe todos terem uma 'fatia do bolo'", disse Paul Williams, professor de direito American University e ex-funcionário do Departamento de Estado.
Julgamentos
Especialistas disseram que o cenário mais provável seria aquele em que os EUA tentassem julgar os acusados de crimes contra pessoal norte-americano em tribunais militares nos EUA. Enquanto isso, cortes administradas por iraquianos com a ajuda de outros países árabes, como Jordânia e Egito, tratariam de crimes contra iraquianos.
Países como Irã e Kuait teriam uma chance de levar a julgamento crimes, e Comissões de Verdade e Reconciliação como as da África do Sul também poderiam ser usadas.
O envolvimento da ONU em processar crimes de guerra seria uma opção improvável, já que os EUA não são signatários do Tribunal Penal Internacional de Haia (Holanda).
Planos
A agência de crimes de guerra do Departamento de Defesa norte-americano está desenvolvendo um plano para lidar com os acusados dos crimes mais rudes contra a população iraquiana. Muitos deles estão no "baralho" produzido pelo Pentágono que lista os 55 iraquianos mais procurados, dos quais 13 já foram pegos.
O secretário da Defesa dos EUA Donald Rumsfeld disse na semana passada que alguns dos ex-líderes capturados poderiam enfrentar processos criminais. Mas ele acrescentou que onde e como esses julgamentos poderiam ser realizados ainda não tinha sido decidido.
Uma autoridade do Departamento de Estado consultada pela agência Reuters disse que poderia levar muitos meses ou mesmo mais tempo antes do estabelecimento de um processo legal para lidar com os iraquianos sob custódia.
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