Evento homenageia Jorge Amado e dá início à sucessão na ABL
da ReutersJorge Amado será homenageado pela Academia Brasileira de Letras (ABL) na quinta-feira, quando acontecerá a Sessão da Saudade, evento que marcará o início da corrida à sucessão da cadeira do escritor baiano na casa dos mais importantes autores nacionais.
"Apesar da dor da perda desse que foi um dos maiores escritores brasileiros, a Sessão da Saudade marca o prazo de 60 dias para o lançamento das candidaturas", explicou o presidente da ABL, Tarcísio Padilha, hoje.
"Depois, há mais 60 dias para ser feita a eleição entre os 70 imortais. A posse do novo ocupante da cadeira 23, que era de Jorge Amado e já foi de Machado de Assis, deve acontecer no dia 06 de dezembro".
Padilha, no entanto, não quis comentar os rumores de que Paulo Coelho seja o favorito para substituir Jorge Amado na ABL.
"Eu não tenho o que dizer. Qualquer brasileiro que tenha escrito um livro pode ser candidato. Nesse caso, ele está habilitado", afirmou Padilha. "Diante dessa hipótese, fico impedido de fazer qualquer comentário sobre ele ou as obras dele. Não posso me manifestar".
As especulações em torno do nome de Paulo Coelho como candidato à vaga de Amado na academia começaram depois que o escritor participou recentemente de um jantar entre acadêmicos.
Paulo Coelho foi procurado, mas recusou-se a comentar o assunto. Sua assessoria de imprensa apenas limitou-se a divulgar um comunicado enviado pelo escritor à imprensa internacional, no qual criticou a postura da mídia que, segundo a nota, tentou criar um atrito entre ele e Jorge Amado.
"Jorge nunca se deixou levar pelas provocações instigadas pela imprensa ou pela crítica destrutiva, apesar de constantemente ter sido provocado com perguntas maliciosas", afirmou o comunicado.
Segundo o presidente da ABL, a disputa pela vaga deixada por Jorge Amado deverá ser acirrada. Vários nomes surgiram nos bastidores da casa, entre eles o baiano Antônio Torres, o paulista Mario Camie, o Cardeal Arcebispo Don Eugênio Salles e o historiador Evaldo Cabral de Mello.


