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Novo em Folha 44ª turma
15/12/2007

Não tem parede, não tem mais nada

FELIPE MODENESE
DA EQUIPE DE TREINAMENTO

Era uma casa de taipa, protegida por tombamento

Folha Imagem
Casa do sítio Itaim, no começo do século 20, quando pertencia aos Couto de Magalhães
Casa do sítio Itaim, no começo do século 20, quando pertencia aos Couto de Magalhães

Eram nove as casas de taipa de pilão na cidade de São Paulo protegidas pelo patrimônio. Sobraram sete (veja quadro abaixo). Duas, embora tombadas, viraram ruínas.

Foi o destino da sede do sítio Itaim, que sucumbiu num terreno da avenida Faria Lima, e da sede do sítio Mirim, em São Miguel Paulista.

Matuiti Mayezo/Folha Imagem
Foto de 1981 mostra a casa coberta por plástico
Foto de 1981 mostra a casa coberta por plástico

Da casa do século 19 que deu origem ao bairro Itaim Bibi, sobram escombros de barro expostos à chuva.

Uma parada no terreno revela o abandono das ruínas restantes, contrariando as placas que anunciam a restauração completa do imóvel.

Paulo Cerciari/Folha Imagem
Em 1987, cinco anos depois de tombado, o imóvel já mostra degradação
Em 1987, cinco anos depois de tombado, o imóvel já mostra degradação

A sede do sítio Mirim também está em degradação. A prefeitura está elaborando um projeto para a revitalização do entorno, mas o sítio arqueológico está desprotegido.

Arquitetos e estudiosos do patrimônio histórico explicam que infiltração faz com que a taipa esfarele. Há décadas, as duas construções estão sendo corroídas pela água.

Sete casas estão restauradas. Seis delas mantêm algum uso e permanecem conservadas. O dono do sítio Capão não permitiu a entrada da reportagem.


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