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03/01/2008

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da Agência Folha

o texto abaixo é parte de um exercício do Novo em Folha e é protegido por copyright

</NOME>MARIANA CAMPOS
</ORIGEM>DA AGÊNCIA FOLHA, EM PRAIA GRANDE
</TX> A técnica em radiologia Elizabete da Rosa, 50, sofreu todos os infortúnios pelos quais um turista poderia passar durante o feriado de Ano Novo. Em Praia Grande (86 km ao sul de SP), ela enfrentou horas de congestionamento, problemas com a falta d'água na cidade e foi queimada por uma água-viva na praia.
Moradora de Osasco (Grande São Paulo), ela saiu ontem às 8h de Praia Grande e chegou em casa por volta das 17h30, depois de nove horas na estrada. Ainda no litoral, ela precisou empurrar o carro para evitar possíveis problemas com o liga-desliga constante do motor do veículo.
Rosa contou que chegou a Praia Grande na última sexta-feira para passar o Réveillon.
No mesmo dia, à tarde, resolveu ir à praia e foi queimada por uma água-viva.
"Queima como fogo. Ainda bem que não foi nos meus filhos. Dói demais", disse, mostrando a perna com as marcas deixadas pelo veneno.
Ela afirmou ter ficado três horas na praia esperando passar a dor. Neste período, alguém disse a ela que seria bom passar pinga no local da queimadura. "Ardeu mais ainda", contou.
Sem poder andar direito, enrolou uma canga na perna e foi para casa, mas não procurou atendimento médico. No dia seguinte, ela estava na praia de novo e tornou a entrar no mar. "Eu ia perder aquela água quentinha, gostosa? Voltei, mas qualquer plastiquinho que passava por mim eu já pulava."
O litoral sul de São Paulo registrou até ontem cerca de 870 ocorrências de queimadura por água-viva. Os médicos recomendam que quando acontece esse tipo de acidente, a vítima deve lavar o ferimento com água salgada ou usar vinagre. Em casos mais graves, deve-se procurar um pronto-socorro.
</INT>Falta d'água
A partir do sábado, a casa que Rosa havia alugado com outras 12 pessoas, incluindo duas crianças, ficou sem água.
"O banho foi debaixo do registro. Lavei a cabeça e o resto foi com a canequinha. Não lavamos roupa, está tudo cheio de areia", disse.
Segundo ela, a experiência não foi suficiente para que ela mude de idéia e deixe de ir ao litoral. "Não adianta. Até chegar o final do ano, eu esqueço e faço tudo de novo. Adoro praia. Só não quero ser queimada por uma água-viva de novo porque isso eu não desejo para ninguém", brincou.

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