17/09/2001
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12h33
da Folha de S.Paulo
Os jatos sequestrados e usados como mísseis por pilotos suicidas nos Estados Unidos atingiram em cheio o mercado de viagens brasileiro, que realizou em Brasília, entre 13 e 15 de setembro, o 29º Congresso da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav).
Na abertura do encontro, o presidente Fernando Henrique Cardoso disse testemunhar o dinamismo e a força do setor no Brasil, pediu um minuto de silêncio pelas vítimas norte-americanas e lamentou que aviões tivessem sido usados como instrumento de ódio, "sentimento oposto ao do turismo".
Para entrar no evento de abertura -que, além de FHC, também reuniu o vice-presidente Marco Maciel, o presidente da Abav Nacional, Goiaci Alves Guimarães, o ministro Carlos Melles (Esporte e Turismo), o presidente da Embratur, Caio Luiz de Carvalho, e o governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz-, os jornalistas que portavam câmeras passaram por uma revista quase afegã por parte do cerimonial da Presidência da República.
Os presidentes de todas as companhias aéreas nacionais também compareceram ao evento em que Guimarães, presidente da Abav, elogiou o desempenho da Embratur, quantificou a importância do setor como líder mundial na geração de empregos e reiterou que os atos terroristas "ofendem preceitos da civilização humana".
Na manhã seguinte, numa entrevista coletiva, o presidente da Abav afirmou que o movimento aéreo para o exterior não iria cair, mas, sim, "despencar".
Disse ainda que seus pares, operadores e agentes de turismo, já estavam em regime de cancelamento de viagens e também que as imagens dos aviões arremessados contra as torres do World Trade Center, em Nova York, haviam chocado muita gente.
Já na feira de turismo propriamente dita, por cujos 211 estandes circularam cerca de 16 mil profissionais do setor, o clima era de muito trabalho.
Dentre as 38 delegações internacionais presentes ao evento, o congresso da Abav trouxe estandes de países como Portugal, França e Espanha.
Houve até estandes de Israel e de representantes palestinos, curiosamente situados na mesma área do pavilhão de exposições na capital brasileira.
Dos Estados Unidos vieram 58 empresas turísticas, mas apenas 55% dos norte-americanos que trabalhariam nos estandes conseguiram chegar a Brasília, pois embarcaram antes do fechamento do espaço aéreo daquele país que se seguiu aos atentados terroristas de 11 de setembro.
Abav conclui que movimento aéreo para o exterior deve cair
SILVIO CIOFFIda Folha de S.Paulo
Os jatos sequestrados e usados como mísseis por pilotos suicidas nos Estados Unidos atingiram em cheio o mercado de viagens brasileiro, que realizou em Brasília, entre 13 e 15 de setembro, o 29º Congresso da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav).
Na abertura do encontro, o presidente Fernando Henrique Cardoso disse testemunhar o dinamismo e a força do setor no Brasil, pediu um minuto de silêncio pelas vítimas norte-americanas e lamentou que aviões tivessem sido usados como instrumento de ódio, "sentimento oposto ao do turismo".
Para entrar no evento de abertura -que, além de FHC, também reuniu o vice-presidente Marco Maciel, o presidente da Abav Nacional, Goiaci Alves Guimarães, o ministro Carlos Melles (Esporte e Turismo), o presidente da Embratur, Caio Luiz de Carvalho, e o governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz-, os jornalistas que portavam câmeras passaram por uma revista quase afegã por parte do cerimonial da Presidência da República.
Os presidentes de todas as companhias aéreas nacionais também compareceram ao evento em que Guimarães, presidente da Abav, elogiou o desempenho da Embratur, quantificou a importância do setor como líder mundial na geração de empregos e reiterou que os atos terroristas "ofendem preceitos da civilização humana".
Na manhã seguinte, numa entrevista coletiva, o presidente da Abav afirmou que o movimento aéreo para o exterior não iria cair, mas, sim, "despencar".
Disse ainda que seus pares, operadores e agentes de turismo, já estavam em regime de cancelamento de viagens e também que as imagens dos aviões arremessados contra as torres do World Trade Center, em Nova York, haviam chocado muita gente.
Já na feira de turismo propriamente dita, por cujos 211 estandes circularam cerca de 16 mil profissionais do setor, o clima era de muito trabalho.
Dentre as 38 delegações internacionais presentes ao evento, o congresso da Abav trouxe estandes de países como Portugal, França e Espanha.
Houve até estandes de Israel e de representantes palestinos, curiosamente situados na mesma área do pavilhão de exposições na capital brasileira.
Dos Estados Unidos vieram 58 empresas turísticas, mas apenas 55% dos norte-americanos que trabalhariam nos estandes conseguiram chegar a Brasília, pois embarcaram antes do fechamento do espaço aéreo daquele país que se seguiu aos atentados terroristas de 11 de setembro.


