Turismo
17/09/2001 - 13h19

Atentados mudarão praxes para viajar

da Folha de S.Paulo

Também se especulava no 29º congresso da Abav se os vistos para os EUA não seriam suspensos, forçando as pessoas a se empenharem numa reidentificação.

Tasso Gadzanis, presidente da Abav-SP, aposta que será mais difícil entrar no país e que os vistos já não oferecem garantia, pois são os funcionários da imigração, nos aeroportos norte-americanos, que dão o veredicto final sobre a admissão do viajante. "Haverá xenofobia também na Europa", diz ele, "pois as pessoas têm receio".

Na opinião do dirigente no Brasil da TIA (associação norte-americana da indústria de turismo), Luiz de Moura Jr., 38, os atentados mudariam padrões de viagem, mas ele conversou com a Folha em caráter não-oficial, pois estava sem contato com o pessoal da sede da TIA, preso no Japão após um evento. Além de São Paulo, a TIA tem escritórios em Tóquio e em Londres.

Para Moura, "contra esse tipo de terrorismo, é difícil fazer algo, mas certamente serão tomadas precauções como checagens diversas dos passageiros nas áreas de embarque".

Nos estandes das alianças Star Alliance, à qual pertence a United, e a One World, da American, os dirigentes mais importantes das companhias não estavam presentes. Ficaram em São Paulo, à espera de notícias das matrizes.
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca