Turismo
19/12/2002 - 12h42

Réveillon da Paulista terá Pato Fu e Supla

da Folha Online

Interrompido no ano passado por falta de patrocínio, o tradicional "Réveillon na Paulista" volta a acontecer este ano em São Paulo e terá como principais atrações Patu Fu e Supla, filho da prefeita. O anúncio foi feito ontem pela prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, no Salão Azul do Palácio das Indústrias.

O palco principal, montado em frente ao número 1.852 da avenida Paulista, terá 800 m2 e 5 m de altura. Por ele passarão, além do Pato Fu, Timbalada, L.S. Jack, Supla e Vanessa Jackson. À meia-noite 80 mil fogos de artifício e 700 morteiros serão queimados.

O "Réveillon na Paulista" acontecerá das 20h do dia 31 de dezembro às 2h do dia seguinte. No dia 1º de janeiro a posse do novo presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, será transmitida ao vivo, às 15h, em oito telões e em dois painéis eletrônicos instalados na avenida.

A Prefeitura de São Paulo espera reunir 1 milhão de pessoas nos dois dias de evento, que é organizado pela Playcorp e tem patrocínio do Banco do Brasil.

Números

  • 80 mil fogos de artifício
  • 700 morteiros
  • 1.000 profissionais (operadores de som, luz, seguranças e médicos)
  • 1 milhão de watts para iluminação
  • 300 mil watts para sonorização
  • 400 policiais militares
  • 150 seguranças particulares
  • 85 viaturas da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego)
  • 5 ambulâncias
  • 1 UTI móvel
  • 108 banheiros químicos

    Réveillon 2002

    O "Réveillon na Paulista" naufragou no último ano por falta de patrocínio. A Playmusic, empresa da Playcorp responsável pela captação de dinheiro e pela organização da festa, alegou, em comunicado à imprensa, que "face às turbulências do mercado", incluindo a crise de energia elétrica e as ações terroristas no mundo, não foi possível "levantar os fundos necessários para a realização do evento à altura da grandiosidade de São Paulo".

    A Playmusic tem, desde 1996, uma autorização do Comtur (Conselho Municipal de Turismo) para realizar o evento na Paulista.

    Na época, a Anhembi Turismo informou que o setor jurídico da empresa analisaria o contrato firmado com a Playmusic para ver se haveria alguma punição pelo fato de o evento não ter sido realizado.

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