07/04/2003
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04h54
da Folha de S.Paulo, no Jalapão
Apesar de ter sido criado em 12 de janeiro de 2001, o Parque Estadual do Jalapão ainda não existe na prática. Uma das razões que estão impedindo a sua real implementação é o que fazer com os moradores da região.
A região coberta pelo parque, um total de 158.885,50 hectares, concentra 531 pessoas, distribuídas em vilarejos e 28 ocupações espalhadas pelo deserto.
A idéia inicial era desapropriar as terras dessas pessoas e indenizá-las. Mas a grande maioria não quer se desfazer da sua propriedade nem deixar o Jalapão. Quase a totalidade desses moradores nasceu no deserto e nunca saiu de lá.
"O que é que esse pessoal vai fazer? Eles nasceram e moraram aqui a vida inteira. Eles vão morrer se nós os tirarmos daqui", afirma Paulo Garcia, consultor do Ministério do Meio Ambiente que está tentando encontrar uma solução para o problema.
Em torno do parque, desde julho de 2000, há 461 mil hectares que compõem a Área de Proteção Ambiental estadual.
O parque abrange ainda 31% do município de Mateiros, que tem uma das oito cidades localizadas dentro do deserto, e o vilarejo de Mumbuca, onde são vendidos artesanatos de capim-dourado, que existe há cerca de 250 anos.
"Como é que solucionamos isso? Retiramos metade da população da cidade [que atualmente habita uma área pertencente ao parque" e a colocamos na outra parte [que não o abrange"? Separamos as famílias, os amigos?", indaga o consultor do ministério.
Para resolver o impasse, o Ministério do Meio Ambiente, em parceria com o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), o Naturatins (órgão de ambiente estadual) e lideranças locais, está elaborando um plano de manejo para o parque.
O objetivo é rever os seus limites, de modo a afetar o menos possível as comunidades locais.
A revisão está prevista para terminar ainda neste semestre para que o parque possa existir, na prática, até o final de 2003.
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A região coberta pelo parque, um total de 158.885,50 hectares, concentra 531 pessoas, distribuídas em vilarejos e 28 ocupações espalhadas pelo deserto.
A idéia inicial era desapropriar as terras dessas pessoas e indenizá-las. Mas a grande maioria não quer se desfazer da sua propriedade nem deixar o Jalapão. Quase a totalidade desses moradores nasceu no deserto e nunca saiu de lá.
"O que é que esse pessoal vai fazer? Eles nasceram e moraram aqui a vida inteira. Eles vão morrer se nós os tirarmos daqui", afirma Paulo Garcia, consultor do Ministério do Meio Ambiente que está tentando encontrar uma solução para o problema.
Em torno do parque, desde julho de 2000, há 461 mil hectares que compõem a Área de Proteção Ambiental estadual.
O parque abrange ainda 31% do município de Mateiros, que tem uma das oito cidades localizadas dentro do deserto, e o vilarejo de Mumbuca, onde são vendidos artesanatos de capim-dourado, que existe há cerca de 250 anos.
"Como é que solucionamos isso? Retiramos metade da população da cidade [que atualmente habita uma área pertencente ao parque" e a colocamos na outra parte [que não o abrange"? Separamos as famílias, os amigos?", indaga o consultor do ministério.
Para resolver o impasse, o Ministério do Meio Ambiente, em parceria com o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), o Naturatins (órgão de ambiente estadual) e lideranças locais, está elaborando um plano de manejo para o parque.
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